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Sáb, Maio

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O Ipea considera ocupação precária aquela com renda inadequada, que está na informalidade ou não é remunerada.

No que diz respeito aos salários, os dados mostram que em as mulheres ganhavam R$ 612,18 em 2002 e os homens, R$ 978,18. Seis anos depois, as mulheres passaram a ganhar R$ 700,88 e os homens, R$ 1070,07. Na comparação entre os dois grupos, a renda das mulheres aumentou R$ 88 e dos homens, R$ 91,89.

Segundo o estudo, apesar das diferenças salariais houve ligeira aproximação entre a renda de homens e mulheres. Em 2002 elas recebiam 62,6% da renda masculina e em 2008 passaram a receber 65,5%. A pesquisa alerta que apesar da ligeira aproximação salarial, é preciso investir em ações específicas para enfrenta as desigualdades de gênero.

"A gente pode falar de avanços, porque as mulheres estão cada vez mais no mercado de trabalho, mais na política.  Houve avanços, mas tímidos", afirmou a coordenadora da pesquisa, Natália Foutoura.

O estudo explica que a diferença de renda entre os dois grupos se explica pela menor jornada de trabalho das mulheres, pela ocupação de postos de trabalho de má qualidade e pelas barreiras para a ascensão profissional das mulheres nos ambientes de trabalho.

Trabalho doméstico

O aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho ainda não trouxe grandes mudanças na jornada doméstica. Mesmo com a redução do número de horas, de 29 para 23,9 entre 2001 e 2008, o valor ainda é considerado alto, tendo em vista o trabalho “fora de casa”.
 
O Ipea mostra em seu estudo que uma das explicações para essa redução está na ampliação do acesso a bens e serviços, como água encanada, saneamento, eletrodomésticos, que facilitam a vida de quem responde pelo trabalho doméstico.
 
No entanto, apesar da redução das horas de trabalho, os homens ainda realizam tarefas mais esporádicas, tais como consertos e cuidados com o jardim, enquanto as mulheres se incumbem das tarefas mais cotidianas, como cuidar dos filhos, limpar a casa, lavar e passar roupa.
 
Se for considerado o emprego formal, de 40 horas semanais, as mulheres têm um jornada de trabalho de 63,9 horas, ou seja, quase três dias na semana dedicados somente ao trabalho. A proporção para os homens, no entanto, chega a 9,2 horas de trabalho doméstico que, somado ao trabalho formal chega a 49,2 horas.
 
O excesso de horas gastas em serviços domésticos prejudica a inserção das mulheres no mercado de trabalho, segundo o Ipea. Devido à necessidade de procurar trabalho mais perto de casa, ou de ter uma jornada parcial, para cuidar dos filhos e de doentes, as mulheres têm menor disponibilidade para ocupar cargos de gerência.

Com agências
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