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No encerramento da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, São Paulo tem o lançamento da pedra fundamental da Casa da Mulher Brasileira, na rua Vieira Ravasco no bairro do Cambuci, na capital paulista, às 14h.

“Essencial para a maior cidade do país contar com esse serviço para acolher as mulheres em situação de vulnerabilidade, principalmente porque a Casa conta com todos os serviços necessários para o encaminhamento das vítimas”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP.

De acordo com a ministra Eleonora Menicucci (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres) a Casa terá 7,5 mil metros quadrados, com capacidade para entender 200 mulheres por dia e funcionará 24 horas. Em todos os locais haverá atendimento judiciário, aconselhamento legal, acolhimento psicossocial e ações de emprego e renda.

Convite pedra fundmental casa da mulher brasileira sp

Para a secretária de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Dau, “é fundamental porque nós precisamos ampliar a rede, e a Casa é uma experiência inédita, pois reúne vários serviços no mesmo local”.

Além de São Paulo, outras quatro capitais inaugurarão a Casa da Mulher Brasileira em 2016. Segundo Menicucci estão em obras em São Luís (MA), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Boa Vista (RR) e outras seis estão em processo de licitação.

Viver sem violência

A Casa da Mulher Brasileira faz parte do programa Mulher, Viver sem Violência e “visa dar mais visibilidade à necessidade do empoderamento das mulheres, fornecendo condições mais apropriadas para as denúncias de violência e de atendimento às mulheres agredidas”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Ela defende a intensificação de campanhas de esclarecimento das leis vigentes, além das formas de denúncia para se coibir os homens violentos. “A Lei Maria da Penha já aumentou a confiança das mulheres em denunciar, juntamente com o Ligue 180 e a Lei do Feminicídio, aprovada recentemente”, garante.

Ativismo e Direitos Humanos

Já Gicélia reforça a importância desta data que marca o encerramento dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, justamente no Dia Internacional dos Direitos Humanos. “O nosso engajamento deve ser permanente porque os dados de violência são assustadores”, diz.

Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, nacional, o Ligue 180 realizou 4,7 milhões de atendimentos em 10 anos de existência. Somente no ano passado, cerca de 50 mil mulheres denunciaram violências sofridas.
Dados da secretaria afirmam que o governo federal também dispõe de 54 ônibus de apoio ao atendimento às mulheres em situação de violência em todo o país para a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Além de tudo isso, existem também a Patrulha Maria da Penha e a Patrulha Maria da Penha Rural que vão até às mulheres em situação de risco. “Além de todas essas violências, corremos o risco de golpe de Estado através de um impeachment sem fundamento, justamente na primeira mulher a presidir o país”, ataca Ivânia.

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Primavera das mulheres

Neste ano, inclusive, as feministas tomaram as ruas de todo o país gritando Fora Cunha, por causa do projeto de lei 5069, de sua autoria, que proíbe o uso da pílula do dia seguinte, até mesmo para impedir gravidez em vítimas de estupro. o PL também visa dificultar a realização do aborto, mesmo para mulheres que foram estupradas. "É uma violência inominável", reclama Ivânia.

Com o lema "Somos Livres", as mulheres denunciam o machismo inclusive no mercado de trabalho onde ganham 30% a menos que os homens em média. “Essa ação é de resistência para a garantia dos direitos e avanços. A participação das mulheres é decisiva neste momento, onde temos um congresso tão conservador”, avalia Lucia Rincon, coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres.

A secretária de Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, realça a primeira versão nacional da Marcha das Mulheres Negras, que neste ano levou mais de 10 mil pessoas às ruas de Brasília. "Nós sofremos por sermos mulher e negra, basta ver o aumento de 54% de assassinatos de negras no país", diz. Por isso, defende ela,"é muito importante lutarmos por mais mulheres nas decisões do país".

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

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