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Dom, Maio

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A capital de Santa Catarina, Florianópolis, sediou o 13º Congresso Mundos de Mulheres & Fazendo Gênero 11, entre os dias 30 de julho e 4 de agosto, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) marcou presença com Berenice Darc, Elbia de Almeida, Isis Tavares, Josandra Rupf.

ctb fazendo genero florianopolis 2017

Representando também a Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Tavares afirma que as cetebistas enfatizaram a importância de ampla participação na 2ª Conferência Nacional da Saúde das Mulheres, entre os dias 17 e 20 de agosto.

“Os debates têm se voltado para que as mulheres continuem nas ruas para barrar os retrocessos e colocar na agenda política e social os nossos direitos de ter uma vida plena e sem medo”, afirma Tavares.

Assista Berenice Darc, secretária da Mulher da CTB-DF e Isis Tavares, presidenta da CTB-AM 

Além do mais, diz a presidenta da CTB-AM, o congresso debateu “a necessidade de resistência e luta por uma educação pública inclusiva, democrática e de qualidade”. Principalmente porque as mulheres são 90% dos profissionais nas séries iniciais e 80% nas demais.

De acordo com ela, as participantes do congresso concluíram que a luta pela educação é essencial “para barrar o projeto golpista de acabar com a educação pública, tirando os filhos e filhas da classe trabalhadora da escola, principalmente do ensino médio e da universidade”.

As mulheres foram para a rua protestar no dia da votação pela Câmara dos Deputados do pedido de autorização para investigar o presidente ilegítimo Michel Temer. Mais de 10 mil lotaram as ruas de Florianópolis gritando “Fora Temer” e “Diretas Já”, na Marcha Internacional “Mundos de Mulheres por Direitos”, na quarta-feira (2).

Tavares garante também que as congressistas fecharam questão em defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, que tem 20 metas a serem aplicadas, dentre elas a de destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação.

Ela enfatiza ainda o empenho das educadoras em fortalecer o debate das questões de gênero dentro das escolas. Para a sindicalista, é muito importante levar essas questões para se debater nas escolas, para que as crianças e jovens aprendam a não discriminar.

Veja como foi a Marcha das Mulheres em Florianópolis 

“Sem esse debate dentro da escola, estaremos perpetuando a discriminação, o ódio, a intolerância, que estão tornando a vida dessas pessoas insuportável em nosso país”, sintetiza. Por isso, acentua, “precisamos de políticas públicas favoráveis aos direitos humanos e ao diálogo franco e aberto, sem medo de ser feliz”.

Segundo ela, o atual governo dá mostras que se “apoderou do poder para defender os interesses do grande capital nacional e estrangeiro e dessa maneira não fará nada que interesse à classe trabalhadora e ao país”.

“Para nós, falar sobre a igualdade de gênero na escola não significa anular as diferenças existentes, percebidas entre as pessoas, mas garantir um espaço democrático, onde essas diferenças não se transformem em desigualdades, hierarquias, marginalizações, intolerância ou violência”, conclui Tavares.

Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

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