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Ter, Jul

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A defesa do emprego, dos direitos sociais e da igualdade marcou a participação da CTB no Ato do Dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher que aconteceu neste domingo na Fronteira Brasil/Uruguai, no Parque Internacional em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul.

O ato reuniu cerca de 5 mil mulheres e homens, representantes do Brasil, Uruguai e Argentina, que aprovaram um documento em defesa dos direitos das mulheres nas questões trabalhistas, sociais e contra a violência e a impunidade, registradas com altos índices nas regiões de fronteira.


A CTB teve participação destacada e visibilidade com uso de camisetas, faixas, banners, bandeiras, balões e tendas, o que deu um belo visual na caminhada e no ato político. Mesmo com muito sol e calor de 30 graus, no sul do país, os militantes exibiam a central. Ainda na plenária, para aprovação do documento unitário reivindicatório (em espanhol e português), a CTB teve destaque quando a faixa das 40 horas semanais sem redução salarial entrou no Teatro Municipal de Rivera e foi ovacionado pelas centenas de mulheres presentes.
 

Para a secretária da mulher da CTB Nacional, Abgail Pereira, a central não mediu esforços na mobilização que garantiu a participação na atividade internacional. Abgail destacou a aprovação do documento unitário que contempla ações de enfrentamento da crise do capital e proteção aos trabalhadores. “Este documento representa a ousadia cotidiana das mulheres que apesar dos direitos legais conquistados, a luta para que na vida eles sejam respeitados continua”, acrescentou a dirigente. Abgail disse ainda que a atividade foi marcada pela unidade das centrais. Assim como a participação de homens que compreendem, apóiam, e lutam juntos porque sabem que as lutas e conquistam das mulheres significam uma sociedade mais avançada e mais humana.
  
Já o presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, exaltou a importância da unidade e da representatividade dos movimentos sindicais e sociais para o enfrentamento da crise internacional. Vidor destacou também a significativa participação da CTB. “Isso demonstra que a unidade fortalece a luta pela emancipação das mulheres e dos trabalhadores em geral.”, completou. 

As atividades do 8 de março internacional finalizaram com ato político, onde os participantes puderam expressar suas idéias e bandeiras, com a participação de autoridades como prefeitos, deputadas e senadoras, do Brasil e do Uruguai. Muita música apresentada por diversos artistas dos dois países. Também no encerramento o representante da CCSCS- Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul, Fernando Berasain , destacou a participação e unidade das centrais sindicais, destacando a participação da sua mais recente filiada – a CTB.

Oficina debate situação das mulheres na crise


A CTB/RS também organizou no sábado (7/3) uma oficina que tratou dos enfrentamentos da crise financeira mundial e de como ela afeta os trabalhadores, e principalmente as mulheres. A sala foi pequena, as mulheres foram se acomodando no espaço interno e ocupando o corredor da escola onde aconteceram vários debates simultâneos.
 
A oficina foi coordenada pela dirigente dos metalúrgicos de Caxias do Sul, Eremi Melo, que também é dirigente da CTB/RS e contou com a contribuição da superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Jussara Cony, e das advogadas Leonilde Bonani Albuquerque, assessora jurídica do Sindicato dos Comerciários de Livramento, e Tânia Tochetto, assessora dos Sindicatos dos Comerciários e do Turismo e Hospitalidade de Caxias do Sul. 



A secretaria Nacional da Mulher da CTB, Abgail Pereira, afirma que é com a perspectiva de muita luta e mobilização, não apenas no Brasil, mas em todos os países representados nesta atividade, que a CTB chama à unidade de homens e mulheres para enfrentar o desafio de combater a crise do ponto de vista dos trabalhadores e trabalhadoras, pois é inadmissível que paguemos a conta da crise. “Entendemos que é no enfrentamento de situações dessa natureza que a luta pela igualdade entre homens e mulheres pode avançar, porquanto está diretamente ligada a luta pela superação da opressão do capital com a conquista de uma sociedade mais justa. Lutas de homens e mulheres que almejam um novo mundo, sem fome, sem miséria, sem excluídos, sem opressão. Um mundo onde a solidariedade não tenha fronteiras, a guerra não tenha lugar, e a liberdade e a dignidade sejam as mais elementares das garantias civis”, afirmou Abgail.

Texto e foto: Márcia Carvalho





 

 
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