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Sáb, Maio

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As formas de violência sofridas pelas mulheres, do campo e da cidade, dentro de casa, no trabalho e em todos os espaços, e a Lei Maria da Penha foram os assuntos do Seminário Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O encontro promovido pela CTB/RS, dentro dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, reuniu cerca de 150 pessoas vindas de várias regiões do estado, nesta quarta-feira (9), no auditório da Fetag, e teve apoio da Fecosul, Fetag, Feaac e Fetrammergs.

Fotos: Márcia Carvalho

A mesa de abertura do seminário foi composta por Amauri Miotto, tesoureiro da Fetag, que falou da importância da mulher na sociedade e do direito à integridade da mulher. Lérida Pivoto Pavanelo, secretária da mulher da CTB/RS, destacou a luta pela construção de uma sociedade igualitária para homens e mulheres. Abgail Pereira, secretaria nacional da mulher da CTB, saudou a realização do seminário e a importância do debate. Guiomar Vidor, presidente da CTB/RS, enfatizou e parabenizou a iniciativa do seminário e a participação das entidades parceiras. “Este debate certamente vai contribuir não só para a luta das mulheres, mas também para uma sociedade mais justa para trabalhadoras e trabalhadores”, disse Vidor. Ele lembrou ainda que o nome da CTB, trás trabalhadoras, justamente para demonstrar a importância da mulher na luta pela construção de uma sociedade mais igualitária.

O destaque do debate ficou por conta da desembargadora aposentada e advogada, Maria Berenice Dias. Ela falou que desde pequenas as mulheres são adestradas a só terem obrigações, e a cuidar da casa, dos filhos, do marido. “Está aí a raiz da violência. Não temos a missão de meros objetos de cumprir obrigações. Então chegamos a índices de a cada 15 segundo uma mulher ser agredida”, isso é inaceitável diz.

Maria Berenice informa que a Lei Maria da Penha trás o que é preciso para conscientizar as mulheres de que têm direito à integridade física e psíquica. Ela lembra que a Lei veio para dar um basta na violência, porque está cheia de impressões e medidas a serem tomadas. “Esta Lei é uma grande ferramenta e temos que saber usar”, enfatiza a advogada.

A Lei Maria da Penha determina medidas protetivas para a mulher, e para impor ao agressor um acompanhamento para entender que não pode agredir. “A mulher precisa denunciar desde a primeira agressão ou ameaça. A mulher agredida não pode ter vergonha, a vergonha é de quem agride, de quem bate, e não da vítima”, reforça a ex-desembargadora.
 

Outra contribuição importante foi da advogada da Fetag/RS, Jane Berwanger, que falou da grande discriminação da mulher nos órgãos da Previdência e do Judiciário. Ela declarou, que algumas vezes, tratam a mulher como se ela não existisse. “É muito mais difícil aposentar uma mulher trabalhadora rural, e nas decisões judiciais são negados mais benefícios para as mulheres do que para os homens”, explica Jane.


Fotos: Márcia Carvalho

Já a secretária nacional da mulher da CTB, Abgail Pereira, falou sobre a questão social e da história da violência contra a mulher. “Nossa imagem social foi construída pelo sistema dominante colocando a mulher como um ser subordinado. E a mídia ajuda banalizando e naturalizando a violência”, denuncia Abgail. Ela também informa que a violência doméstica e sexual são as mais graves formas de agressão sofridas pelas mulheres. Pesquisas mostram que no mundo a cada 4 minutos uma mulher é agredida, e no Brasil, a cada 15 segundos. E esta violência repercute nos filhos e na família.   

Na parte da tarde a secretária de formação da Fetag, Sonilda Pereira, fez uma fala que tratou da auto-estima e da importância das mulheres valorizarem a si mesmas.

A secretária da mulher da CTB/RS, Lérida Pivoto Pavanelo, tratou da violência como conseqüência das drogas, do álcool, do ciúme. Lérida também destacou a importância das participantes de seminário, lideranças sindicais, estarem preparadas para ajudar as trabalhadoras e as mulheres em geral a ter o conhecimento da Lei Maria da Penha. Ela falou, ainda, da importância da coragem de denunciar a violência, tanto as rurais como as urbanas, “inclusive a violência dentro do movimento sindical”, finalizou.  

Prestigiou o seminário, com sua presença o deputado estadual, Heitor Schuch (PSB), e teve apresentação de dança afro.

Assessoria Fecosul - Porto Alegre - Fotos Márcia Carvalho

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