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Ter, Jul

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A queda de José Serra (PSDB) em seis das sete capitais onde o Datafolha realizou a última pesquisa ajuda a explicar a virada de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência. As sete capitais concentram 15% do eleitorado – ou 20,3 milhões de eleitores. Nos últimos 20 dias, o tucano passou a ter a dianteira ameaçada até em São Paulo, seu reduto eleitoral e onde o PSDB exerce forte influência na gestão municipal.

Dilma subiu três pontos na capital paulista em relação ao levantamento anterior, passando de 34% para 37%. Ele oscilou um ponto positivamente – tem 40%. Os índices do Datafolha apontam que, hoje, os dois estão tecnicamente empatados na cidade, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A queda mais acentuada de Serra ocorreu em Belo Horizonte, onde perdeu nove pontos e despencou para 32%. A capital mineira também registrou virada de Dilma, com 34%, agora na liderança. Em Salvador, o tucano tem seu pior índice – 16%, ante 48% da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando.

No estado de São Paulo, Serra perdeu três pontos nas últimas semanas – tem 41% –, sinal de que a queda ocorreu no interior, onde o PT faz forte campanha contra o preço dos pedágios. Dilma ganhou quatro pontos no maior colégio eleitoral do país e marca 34%.

O comando da campanha de Serra diagnosticou risco de queda na capital há 20 dias. Desde então, o candidato concentra a agenda em bairros da periferia, como Heliópolis, onde visitou programa habitacional. A campanha avalia que foi essa a faixa em que Dilma cresceu, na esteira da popularidade de Lula.

Eleitorado feminino

Pela primeira vez na corrida presidencial deste ano, Dilma conseguiu empatar com Serra entre as mulheres. Segundo o Datafolha, cada um deles tem 35% das intenções de voto no eleitorado feminino. É o patamar mais alto já alcançado pela candidata – e o mais baixo do tucano – nesse segmento.

Se dependesse apenas dos homens, Dilma venceria, e com folga, já no primeiro turno. Ela tem 47% de intenção de voto no eleitorado masculino, contra 31% de Serra. Em 2002 e em 2006, Lula também só foi ao segundo turno por causa das mulheres.

Entre os eleitores que têm de 25 a 34 anos – a faixa etária do eleitorado mais volumosa –, Dilma conquista sua maior vantagem: 45% a 31%. Já os eleitores mais velhos, com 60 anos ou mais, dão empate técnico: Dilma tem 37%, e Serra, 36%.

A vantagem de Dilma também é grande entre os eleitores que têm ensino médio (44% a 32%). A diferença se reduz ligeiramente entre os que têm ensino fundamental (40% a 35%) e superior (35% a 31%). Os mais ricos (que ganham mais de dez salários mínimos) são os únicos que dão vitória a Serra sobre Dilma: 44% contra 28%. Já entre os mais pobres, Dilma tem 42%, e Serra, 33%.

Com informações da Folha.com
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