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Uma intervenção em praça pública com o objetivo de chamar a atenção para os direitos da mulher. Foi assim que a terceira edição da Feira de Cidadania da Mulher Comerciária movimentou a região do Iguatemi, nesta quinta-feira (7), em Salvador. O evento, realizado pela Secretaria de Gênero do Sindicato dos Comerciários, promoveu debates e palestras que orientam e informam sobre saúde, doenças ocupacionais, direitos do trabalho e violência doméstica.

08 marco 2013 ctbba

“Somos 52% da categoria comerciária e, no entanto, ainda ocupamos poucos espaços de poder nas empresas, sofremos com humilhações, carga horária excessiva e tripla jornada. Então, a feira traz essa reflexão da importância de discutirmos esses temas e outros como a violência contra a mulher, no sentido de buscarmos nossa emancipação, conscientização e a transformação da sociedade”, explicou Cherry Almeida, coordenadora da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindicato dos Comerciários de Salvador.

A feira contou com diversos estandes orientando sobre a prevenção do câncer de mama, combate ao tabagismo e à violência contra a mulher, além da comercialização de peças das artesãs cadastradas pelo Instituto Mauá. Na grande tenda, montada no meio da Praça Newton Rique (em frente ao Shopping Iguatemi), rodadas de debates sobre igualdade de oportunidades no trabalho, assédio moral e violência praticadas contra a mulher e os idosos chamou a atenção de quem passava pelo local.

A dona de casa, Maria da Glória Santos, apoiou a iniciativa. “É muito importante para esclarecer. Todo mundo conhece a Lei Maria da Penha, mas é preciso incentivo para agir e denunciar”, opinou. E ela tem razão, nos primeiros 50 dias deste ano, as duas unidades da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Salvador, já registrou 1.702 ocorrências, numa média de 21 casos por dia. O número é equivale a 16,4% do total de 10.352 queixas recebidas, em 2012.

Para delegada Isabel Alice, titular da Deam do bairro de Brotas, a construção do debate é de responsabilidade de todos. “É importante quando a gente pode estabelecer um debate de forma clara, equilibrada e lúdica. Toda contribuição trazida é especial”, avaliou. Ela aproveitou para reforçar a campanha provida pelo sindicato por mais igualdade de oportunidades, afirmando que “o que nos torna diferentes não pode ser aquilo que nos torna desigual”.

A Feira de Cidadania da Mulher Comerciária antecipou as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, neste 8 de Março. Registraram presença nos debates a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), a vereadora Fabiola Mansur (PSB) e representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Coletivo de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia, das secretarias estaduais de Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secretaria Municipal de Saúde, delegacias especializadas da Mulher (Deam), do Idoso (Deaid) e de Repressão e Crime Contra a Criança e o Adolescente (Derca).

Por Wilde Barreto

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