Sidebar

25
Sáb, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, levou para as ruas de São Paulo milhares de mulheres de diversos matizes. Voz uníssona contra o golpe e contra o machismo. “Machismo que bate, violenta e mata”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo.

Marcharam pelas ruas de São Paulo os 40 milhões que ascenderam à classe C, os cerca de 2 milhões de bolsistas do Programa Universidade Para Todos (ProUni), as milhões de mães do Minha Casa, Minha Vida e todos os brasileiros e brasileiras que lutam por um país sem discriminações. E muito mais.

Trabalhadoras, estudantes, negras, feministas presentes para gritar palavras de ordem denunciando o golpe de estado midiático-jurídico contra a nação brasileira. Misturando aos gritos de Fora Cunha, a luta pelo direito a uma vida sem medo de ser feliz.

“Neste ato estamos lutando pelo direito ao nosso corpo, mas também contra as ameaças à democracia”, afirma Ângela Meyer, presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas.

“Em São Paulo, nós já vivemos o projeto que os golpistas querem implantar no Brasil. O governo Alckmin fecha salas de aula e não diz onde está o dinheiro da merenda que ele tirou. Ele não investe em saúde e sobram acusações de corrupção em seu governo e ninguém faz nada”, ataca.

8 de marco 2016 manifetacao sp paulista

Para Gicélia, este ato é diferente dos outros anos justamente por causa do acirramento dos ânimos quando “sequestraram o ex-presidente Lula. As mulheres não vão aceitar que nos imponham uma ditadura novamente. Nenhum direito a menos é a nossa mensagem”.

Já a jornalista Renata Mielli, dirigente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, defende mudanças na lei de mídia que exija mais responsabilidades dos donos dos meios de comunicação e de seus profissionais.

“Deveríamos ter uma discussão mais ampla sobre como abordar os temas referentes à mulher, sem menosprezar a mulher, sem desumanizá-la, transformando-a em objeto do desejo dos homens”, diz. Em geral, acentua, "a mídia estereotipa a figura da mulher como mercadoria a ser vendida”.

Para ela, é necessário "mudar esse olhar que a mídia tem sobre a mulher, sobre o corpo da mulher e deixar de vê-la como mercadoria. Não estamos à venda", reforça.

Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, vê a juventude levantando a voz contra todo o tipo de opressão. “Não vamos nos calar, muito menos aceitar que tirem os nossos direitos. Queremos mais, queremos ser donas do nosso destino”.

Para Gicélia, a participação da mulher é essencial para mudar o país e barrar todos os projetos que tramitam no Congresso Nacional contra os direitos das mulheres. “É importante permanecermos nas ruas e mostrarmos que somos protagonistas da história, não meras coadjuvantes”.

8 de marco mulheres sp

A Frente Brasil Popular engrossou o ato para realizar um esquenta para as manifestações da sexta-feira (18) novamente em todo o Brasil.

“Nós que não vivemos sob o tacão da ditadura, não queremos conhecê-la, nem de longe. Lutamos por igualdade de gênero e por uma vida livre e sem medo”, ressalta Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.