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Mais uma violência contra as mulheres brasileiras. Na sexta-feira (3), MC Biel, de 20 anos, foi acusado de assédio sexual, insinuando vontade de estuprar a uma repórter do portal iG, que lhe entrevistava. Áudios e textos divulgados pelo portal complicam a vida do funkeiro paulista.

O boletim de ocorrência foi feito na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. Segundo a matéria publicada pelo iG, o diálogo foi gravado em áudio e vídeo, e o conteúdo já foi entregue à polícia.

Apesar de tão jovem, é acusado de chamar a jornalista de “gostosinha” e teria dito que “se eu te pego, te quebro no meio”, bem ao estilo do ator pornô – promovido a conselheiro educacional do governo golpista – Alexandre Frota, que faz escola.

A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), Gicélia Bitencourt, afirma que essas agressões misóginas acontecem por que “a situação política e o machismo secular da sociedade brasileira contribuem para isso”.

Para ela, “o cantor parece ter arrumado uma maneira de aparecer na mídia, que dá muito espaço para atitudes desse tipo e apresenta as mulheres como meros objetos”. 

“Parece que após o afastamento temporário da presidenta Dilma e a posse do governo golpista com Michel Temer na presidência, parece que todas as políticas voltadas para os direitos da classe trabalhadora e o respeito às pessoas caiu por terra”, reforça.

Nesta terça-feira (7), o portal iG publicou o que Biel disse, inclusive com áudio e vídeo, que complica a vida do cantor. Um jornalista do Portal da Música, postou em sua página no Facebook, onde relata outro caso de assédio sexual envolvendo o funkeiro como outra repórter. Para quem, ele teria dito: “não quer fazer (a entrevista) no meu colo?”.

Segundo o iG, o jornalista escreveu que Biel se mostrava solícito e humilde, mas “o que me assusta, é a brusca mudança em seu comportamento diante das câmeras em menos de um ano. A incessante tentativa de se posicionar como hétero e pegador. As piadas machistas e sem cabimento com qualquer figura feminina que tentou entrevistá-lo. E o orgulho do pai nisso tudo”.

Biel diz que tudo foi um “mal-entendido”, que não passou de “brincadeira”. Isso mostra que “a cultura do estupro é tão marcante em nossa sociedade que os rapazes tratam o tema com brincadeira, mas uma brincadeira que deixa marcas para toda a vida das mulheres”, ataca Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional.

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Os reflexos dessas “brincadeiras”, segundo Ivânia, “são os altos índices de violência contra as mulheres”. Ela se refere aos dados oficiais de que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, apenas dentre os casos denunciados. Mas há estudos que apontam que esse número é muito superior.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Rosa Rovena/Agência Brasil

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