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Menina dominando a bola no peito na Cidade de Deus, Rio de Janeiro. Foto: Márcia Zoet

O futebol chegou ao Brasil nas malas de Charles Miller – considerado o “pai do futebol” no país – em 1894 com duas bolas um livro com as regras do esporte britânico e uma bomba de encher as bolas.
O novo esporte ganhou as ruas e se transformou na maior paixão esportiva nacional. Para comprovar que o futebol nunca foi exclusivamente, o Museu do Futebol, em São Paulo, expõe “As Donas da Bola”, como parte do projeto “Visibilidade para o Futebol Feminino”.

Ao mesmo tempo, a presidenta Dilma assinou o decreto que regulamenta a Autoridade Pública de Governança do Futebol para garantir “a participação paritária de atletas, de dirigentes, de treinadores, de árbitros”, disse a presidenta.

A redação do Portal CTB visitou o museu para conferir o trabalho das onze fotógrafas que se reuniram para mostrar como anda a habilidade dos pés femininos nos gramados pelo país afora. Suas imagens mostram isso e muito mais.

divulgacao museu do futebol 2

Foto: Divulgação 

Ana Araújo, Ana Carolina Fernandes, Bel Pedrosa, Eliária Andrade, Evelyn Ruman, Luciana Whitaker, Luludi Melo, Marcia Zoet, Marlene Bergamo, Mônica Zarattini e Nair Benedicto descobriram o esporte bretão jogado de maneiras inusitadas.

Em imagens poderosas elas retratam singelamente o contexto enfrentado pelas mulheres nessa modalidade esportiva pelo país afora. Quilombolas de Pernambuco; o Futlama (futebol jogado na lama), em Macapá, capital do Amapá; o jogo de “altinha” nas praias do Rio de Janeiro, além dos Jogos Olímpicos Indígenas em Cuiabá.

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Partida de "Altinha" na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Luciana Whitaker

Mas a vibração feminina não se atém aos campos. Muitas fotos de torcedoras de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia realçam a presença das mulheres nos estádios, torcendo com tanto fervor quanto qualquer homem.

Destaca-se ainda imagens de jogadoras de futebol de várzea nas periferias de São Paulo e Rio e o time de funcionárias do Hospital Santa Marcelina, da capital paulista. As imagens falam por si e encantam os visitantes.

De acordo com as organizadoras da mostra foram realizados oito debates, com a presença de mais de 30 convidados, entre atletas, profissionais da área médica, dirigentes e jornalistas. Todos os debates estão disponíveis no canal do YouTube do Museu do Futebol.

futlama Ana Carolina Fernandes

Futlama jogado em Macapá, capital do Amapá

Visibilidade para as mulheres

Já a exposição “Visibilidade para o Futebol Feminino” traz histórias das pioneiras do esporte bretão em terras brasileiras. Como a da árbitra mineira Léa Campos, considerada a primeira a apitar uma partida de futebol no mundo, presa inúmeras vezes por “subversão”.

Ela precisou pedir autorização do então general-presidente Emílio Garrastazu Médici – o mais sanguinário da ditadura fascista implantada em 1964. E por incrível que pareça a autorização veio e Léa pode viajar ao México para apitar um torneio de futebol.

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Formação da primeira Seleção Brasileira de Futebol Feminino, de  1988. Foto: Divulgação

Apresenta também a história de Rose do Rio, jogadora do time carioca Radar. A atleta fundou a Associação de futebol Feminino do Rio de Janeiro e para empoderar as mulheres no esporte lutou dentro e fora de campo, conseguindo apoio do craque Sócrates (1954-2011).

As exposições mostram como as mulheres transpõem barreiras, superam preconceitos e se impõem com determinação. Assim o futebol feminino cresce e aparece e já conta com um campeonato a nível nacional com 20 clubes, desde 2013.

A principal jogadora brasileira, Marta, disse recentemente ao G1 que “gostaria de ser lembrada como uma pessoa que lutou o tempo todo e luta para que daqui a alguns anos, a gente possa sentar, ligar a TV e ver o futebol feminino”.

Saiba mais pelo siate do Museu do Futebol aqui.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

SERVIÇO

O que: Exposição As Donas da Bola
Onde: Museu do Futebol
          Praça Charles Miller, s/n – Estádio do Pacaembu – São Paulo
Quando: Até 3 de abril
             Terças a sextas, as 9h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 11h
Quanto: R$ 9 (inteira) e R$ 4,50 (meia). Aos sábados entrada gratuita

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