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Estiveram presentes mais de mil trabalhadoras, na manhã desta terça-feira (17), na Casa de Portugal, região central da cidade de São Paulo, para prestar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff e entregar à candidata o documento com as reivindicações das trabalhadoras para eleição 2010.

O documento, construído pelas sindicalistas, foi balizado na Agenda da Classe Trabalhadora – aprovado durante a 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em junho deste ano.

Organizado pelo Comitê Suprapartidário da Campanha de Dilma, o encontro contou também com a presença dos presidentes e dirigentes sindicais das seis centrais (CTB, CUT, CGTB, UGT, NCST e Força), além de candidatos à eleição em 2010, como Marta Suplicy (PT) e Leci Brandão (PCdoB).

Avanço

Nivaldo Santana, presidente em exercício da CTB, ao saudar a plateia, majoritariamente feminina, destacou o momento histórico construído através da da unidade das centrais, uma das bandeiras levantadas pela entidade desde sua fundação. “A CTB sempre acreditou que a unidade é o que fortalece a luta da classe trabalhadora. E nesse momento, um dos mais importantes que o movimento sindical brasileiro está vivendo, após a grande conferência da Classe Trabalhadora, que aprovou uma agenda com as reivindicações essenciais da classe trabalhadora, é uma conquista as mulheres conseguirem mobilizar as seis centrais sindicais para tornar vitoriosa a candidatura de Dilma Rousseff rumo à presidência da república”, salientou Santana.

Para o presidente da CTB, o apoio das centrais à candidatura de Dilma demonstra o comprometimento de todas em busca de um candidato que tenha condições de contribuir para o aprofundamento das mudanças implementadas a partir da eleição do governo Lula. “Temos a certeza que estamos trilhando pelo caminho certo, com a eleição da primeira mulher presidente do nosso Brasil”, finalizou.

Seis mulheres formaram a mesa do encontro que recepcionou a presidenciável: Celina Arêas, secretária (interina) da Mulher Trabalhadora da CTB, Eleusa de Cássia, secretária de Relações Internacionais da UGT, Sonia Maria, secretária das Mulheres e Juventude da NCST, Rosane da Silva, secretária da Mulher da CUT, Maria Pimental, secretaria de relações Internacionais da CGTB e Maria Auxiliadora, secretária da Mulher da FS.

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Todas as falas seguiram o mesmo caminho, reforçando a importância do apoio a candidatura de uma mulher forte e combativa, que dedicará uma atenção especial aos problemas enfrentados pela trabalhadora brasileira, como o combate a violência contra as mulheres, a discriminação e as desigualdades no mercado de trabalho.

Combate às desigualdades

Para a representante da CTB, Celina Áreas, a eleição de 2010 vai mudar a cultura do voto feminino. “Dizem que mulher não vota em outra. Vamos provar o contrário. Nessas eleições o voto feminino elegerá a primeira presidenta do Brasil. Queremos uma mulher forte capaz de avança na construção de um projeto nacional com valorização do trabalhão e distribuição de renda, em benefícios da classe trabalhadora, e principalmente das mulheres que enfrentam um cenário de desvantagem ainda existente em nosso país, com as mulheres com salários em média 30% menores do que dos homens”.

Para Celina, outra medida necessária é o avanço na criação de políticas voltadas para mulheres trabalhadoras e medidas que facilitem a sua permanência no mercado de trabalho, como a criação de vagas em creches públicas.

Parceria

“Quero ser eleita a primeira presidente mulher deste país, mas preciso da ajuda de vocês para mudar essa situação de discriminação e desigualdades enfrentadas pelas mulheres”, confessou Dilma Rousseff após saudar a platéia e iniciar sua fala. Para a candidata, o apoio das militantes glorifica a caminhada rumo à Presidência da República.     

Dilma lembrou as medidas do governo Lula, que iniciaram um novo marco na vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, como a política de valorização do salário mínimo. Segundo ela, essa política foi responsável, junto aos programas sociais, pelo aumento do mercado de consumo no país. . “O governo Lula, em seus oito anos de gestão, teve um compromisso com os trabalhadores. Passamos anos, escutando que para manter a inflação sobre controle, não podíamos aumentar o salário mínimo. Era mentira. No governo Lula isso foi provado, pois aumentamos o salário mínimo e mantivemos a inflação. Aumentamos o poder de compra do consumidor brasileiro. Fato que gerou o aquecimento da economia”, lembrou Dilma, que se comprometeu a manter a política de reajuste do salário mínimo adotada durante o governo Lula.

Durante sua fala, a candidata destacou o recorde histórico na geração de emprego. “Se tem uma coisa que podemos nos orgulhar é que esse governo fez a maior política de empregos nesse país ao criar 14 milhões de empregos, com carteira assinada, férias e 13º”, afirmou.

 

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Dilma afirmou que todos os problemas que envolvem a sociedade, afetam diretamente a mulher brasileira que desempenha papel de mãe, esposa, profissional e cuidadora. “No centro de tudo sempre estará uma mulher, uma mãe e seus filhos. Por isso, todas políticas nos interessam. Por isso o bolsa família entregue nas mãos das  mulheres. No programa Minha Casa, Minha Vida,  é dada a preferência para que o imóvel fico em  nome da mulher”.

Outro destaque feito pela presidenciável foi em relação às creches públicas. Dilma lembrou a importância das creches espalhadas pelo país porque atendem justamente as mulheres que mais precisam. A candidata disse que, ao permitir a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, as creches eliminam uma das maiores fontes de desigualdade no país. “As creches têm sempre que ter dois significados: dar segurança para a gente trabalhar. A mulher tem que ter certeza que seu filho está bem cuidado e atendido. E tem outro motivo. É na infância que está a raiz maior da desigualdade. Uma criança que nasce com condições para ser estimulada porque tem acesso a estímulos culturais e educacionais chega na escola em  melhores condições que as que não tem acesso a isso”, afirmou Dilma, que também garantiu a abertura de 6 mil vagas em creches públicas.

“O país está preparado para ser governado por uma mulher, porque ele é feito de mulheres que ajudam a construir esse país. É por causa delas que eu posso ser presidente da republica, porque ninguém constrói nada sozinha. Eu tenho a consciência que não posso errar, pois assim as mulheres terão mais oportunidades de comandar o país”, finalizou Dilma.

Ao final, as sindicalistas das seis centrais sindicais passaram às mãos da candidata o documento com as reivindicações e propostas das trabalhadoras que inclui, os temas sobre as creches, igualdade salarial e valorização do salário mínimo, a redução da jornada semanal para 40 horas e a descriminalização do aborto. O documento foi baseado na Agenda da Classe Trabalhadora - aprovado na 2ª Conclat.

 

Confira galeria de fotos do Encontro

Cinthia Ribas - Portal CTB (fotos: Roberto Stuckert Filho)

 

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