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Uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que a faixa de indivíduos ocupados com 50 anos ou mais apresentou um incremento de 3,6%. entre 2001 e 2009. Já a faixa de 25 a 49 anos teve um aumento na participação de 1,2%. Esse é um dos dados do Comunicado do Ipea n° 62: PNAD 2009 – Primeiras Análises: o Mercado de Trabalho Brasileiro em 2009, lançado na quinta (23), no Rio de Janeiro.

Segundo Carlos Henrique Corseuil, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, a composição dos ocupados está ficando mais concentrada nas faixas mais maduras. A maior participação dos indivíduos com mais de 50 anos na força de trabalho pode ser explicada pelo aumento do grupo no total da população brasileira, que foi de 40% entre os anos de 2001 e 2009.

O comunicado também evidencia a maior participação feminina na população economicamente ativa (PEA), que passou de 48,8% para 49,7% em 2009. Já a participação masculina se manteve em 69,9% nos dois últimos anos.

“Quanto à composição da força de trabalho por escolaridade, observa-se que no período entre 2001 e 2009 houve um aumento da ordem de 15 pontos percentuais da participação de trabalhadores com 11 anos de estudo ou mais”, diz o documento. Isso pode ser explicado por uma combinação de maior escolaridade dos entrantes no mercado de trabalho, com maior procura das empresas por trabalhadores mais qualificados.

“Também existe a hipótese de que mais jovens estejam ficando mais tempo na escola”, explica Corseuil. O técnico de planejamento informou, ainda, que a taxa de desemprego de 9,1% em 2009 foi uma das menores da década (a maior foi de 10,5%, em 2003). A taxa de informalidade de 48,5% também é a menor da década.

Essa participação crescente de pessoas escolarizadas entre os ocupados também foi responsável pelo aumento dos rendimentos, que atingiu em 2009 seu maior valor desde 2001.

A população em idade ativa (PIA) em 2009 chegou a 160,4 milhões de pessoas. Desse total, 59,5% (95,4 milhões) faziam parte da população economicamente ativa (PEA), ou seja, estavam inseridas no mercado de trabalho, somando 86,7 milhões de ocupados e 8,6 milhões de desempregados. Na comparação entre 2001 e 2009, praticamente todos os setores de atividade elevaram seu nível de ocupação, à exceção do setor agrícola, o único a apresentar desempenho negativo (-13,3%).

Com agências
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