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Sex, Jul

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Marcado como um dia de manifestações, reivindicações e celebrações, o Dia Internacional da Mulher desse ano tem um sabor especial: celebra seus 100 anos. Entretanto, o histórico de luta das mulheres mundo afora é mais antigo que a data.  E ainda há um longo e árduo caminho a se percorrer.

Homenagem

 O Dia Internacional da Mulher tem sua origem nas lutas e na militância das mulheres socialistas que em 1910, quando a socióloga Clara Zetkin propôs, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação da data para lembrar a luta das mulheres nas fábricas.

Os registros históricos indicam que seria uma homenagem à iniciativa de operárias russas que nessa data realizaram uma greve contra a fome, a guerra e o czarismo. Porém, durante décadas a história de que a referência seria a morte, em 1857, de 100 tecelãs norte-americanas em greve pela redução da jornada de trabalho, vítimas de um incêndio criminoso, serviu como referência.

Mas, a  escolha do dia 8 de Março só ocorreu na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, em 1921, como homenagem às mulheres de São Petersburgo que desencadearam a greve geral de 1917, saindo às ruas de Petrogrado contra a fome, a guerra e o czarismo, desencadeando a Revolução Russa. A partir de 1960,essa tradição recomeçou como um grande acontecimento internacional. Então , em 1975, as Nações Unidas decidiram consagrar 08 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

Cenário preocupante


As mulheres brasileiras atualmente contam com uma imensa lista de vitórias, como a ampliação da licença maternidade, a proibição da discriminação sexual no trabalho, o direito a posse da terra em nome da mulher rural, a lei Maria da Penha para fazer frente à violência doméstica, e a reforma no Código Civil. Entretanto, continuam numa árdua e contínua batalha pela ampliação e efetivação dessas medidas. Sempre discriminadas, mesmo com escolaridade superior a dos homens elas têm que se submeter a baixos salários e à dupla (e extenuante) jornada de trabalho.

Segundo destaca pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada em março de 2009, o rendimento médio por hora de trabalho das mulheres casadas com filhos é de R$ 5,89, contra R$ 6,91 daquelas sem filhos. A taxa de desemprego das que não possuem filhos (13,1%) também é menor do que a das que possuem (15,6%), comprovando a preferência dos empregadores por aquelas que não tenham de realizar a chamada dupla jornada.

Discriminação

 Ao mesmo tempo em que a mulher tem que luta cotidianamente para se manter no mercado de trabalho, cabe à ela cuidar da casa, dos filhos, estudar e ainda brigar por salários iguais aos do homem. Esse quadro se agrava ainda mais quando falamos na questão de gênero aliada a de raça. As mulheres negras encontram muito mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que as brancas.

A inserção das mulheres negras no mercado de trabalho brasileiro é nitidamente desvantajosa, ainda que sua participação na força de trabalho seja mais intensa que a de
mulheres não-negras.

Essa discriminação fica mais evidente quando se analisam dados como o salário e o número de vagas ocupadas por elas. O salário médio da mulher negra com emprego formal, por exemplo, é menos da metade do que o salário de um homem branco. De acordo com a Relação Anual de Informação Social (Rais), do Ministério do Trabalho, a mulher negra ganha, em média, R$ 790 e o salário do homem branco chega a R$ 1.671,00.

No número de empregos, a discriminação também é estampada pelos números. São 498.521 empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas e 11,9 milhões de homens brancos.

Se os números confirmam a disparidade da situação, ela é ainda mais preocupante no emprego doméstico. Porque, apesar de terem emprego, não conseguem fazer cumprir as poucas leis que as protegem. No Brasil, dos 8 milhões de trabalhadoras domésticas, apenas 2 milhões tem carteira assinada. A violência sexual e o assédio moral são outras das violações alvo de preocupação sindicato da categoria.

Consciente das desigualdades existentes entre homens e mulheres, principalmente no mercado de trabalho, a CTB mais uma vez reforça sua bandeira por igualdade de salários e direitos, bem como contra qualquer tipo de discriminação.

CTB nos Estados


Para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher, a CTB intensificou a mobilização em todos os estados brasileiros para as atividades que celebrarão a data histórica. Serão atos públicos, passeatas, manifestações e shows por todo Brasil, que além de celebrar as conquistas alcançadas em cem anos de mobilização coletiva, também mostrarão que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual e necessária.

 Foram marcadas grandes mobilizações de rua nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas e Goiás, entre outros.

Em São Paulo a manifestação acontece no dia 8 de março, às 10h30, na Praça do Patriarca, rebatizada há dois anos pelas mulheres de Praça da Matriarca. Depois do ato, haverá uma caminhada das feministas pelo centro da capital paulista.

Na Bahia a agenda do Dia 08 de Março está  extensa. Serão diversas atividades e atos: a partir das 08h acontece o Café da manhã no Sindicato dos Bancários, com exposição de fotografias.
Às 09h,  HUPES - Palestra “Mulher Emancipação e Igualdade de Direitos”, com a deputada federal, líder da bancada feminina na Câmara, Alice Portugal, ASSUFBA. Já às 19h30 a exibição do filme “Madres de Plaza de Mayo”, na sala Alexandre Robato – Biblioteca Central dos Barris.

As cariocas estão se preparando para participar de duas grandes atividades na cidade maravilhosa. A primeira será um ato político na Cinelândia, a partir das 10h, com a presença de parlamentares, movimentos sociais e sindicalistas. A partir das 16h, as manifestantes seguem para estação Leopoldina, onde acontece o grande ato promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher, com a presença da Ministra da Casa Civil Dilma Roussef e do presidnete Luiz INácio "lula" da Silva. A atividade deve contar com exposições, exibição de vídeos e shows.

No Sergipe, a CTB em parceria com o Sindicato dos Bancários e a UBM (União Brasileira da Mulher), vai comemorar a data com Café da Manhã com a Imprensa e a Exposição ‘Retrato da Violência contra a Mulher, no Espaço Cultura do Sindicato, às 8h. Será realizado, ainda, na Praça Fausto Cardoso, um Ato Público, pela criação do Juizado Especial da Mulher, às 10h; Mesa Redonda com o tema ‘Mais Poder Político para as Mulheres’, às 18h; e Coquetel de Encerramento às 20h.

No Amazonas a programação do Dia Internacional da Mulher, contará com um dia de atividade e exposições na Praça do Congresso, em frente ao IEA, organizada pelo Sinteam, filiado à CTB.
Em Manaus a CTB Está preparando uma grande manifestação com caminhada e panfletagem. Com o tema "Redução da Jornada com Igualdade salarial".

Porto Alegre prepara as comemorações acontecem no dia 13, no Balneário Municipal de Maquiné, o dia todo. O evento está sendo promovido pela CTB RS, Fetag, Fecosul e Prefeituras do Litoral.

Já as cearenses participarão de uma grande caminhada pelas ruas do centro de Fortaleza, que termina com ato na Praça José de Alencar, centro de Fortaleza. A concentração acontece a partir das 8h30 na Praça do Carmo. A atividade que acontece em parceria com a UBM, Cebrapaz, Unegro, Centro Socorro Abreu, Federação Bairros e favelas, Federação Mulheres cearenses, entre outras entidades dos movimentos sociais e de estudantes, será encerrada com um ato político.

O ato unificado da CTB DF, que acontece no dia 11, contará com parceria da UNE, UJS, Unegro e UBM. A atividade, prevista para acontecer a partir das 16h na Rodoviária de Brasília, fará a exibição de filmes sobre o tema, distribuição de cartilhas, preservativos e apresentações culturais. 

Uma tarde recheada de atividades culturais marcará a celebração do dia 08 de março das mineiras. A abertura acontece a partir das 13h com concentração na Praça da ALMG (com manifestações políticas e culturais). De lá os manifestantes seguem em passeata pelas ruas de do centro de Belo Horizonte. O encerramento está previsto para as 18h. As atividades estão sendo promovidas pela CTB MG, SinproMG e diversas outras entidades dos movimentos sindicais e sociais.

Aguarde a divulgação do balanço e fotos das atividades realizadas no Portal CTB!

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