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Em sua análise da conjuntura nacional depois da vitória da presidenta Dilma na eleição do domingo (26/10), representantes da CTB, Força Sindical, NCST, UGT e CUT, decidiram por unanimidade a necessidade das centrais sindicais realizarem trabalho político de forma unitária para que o novo governo Dilma possa avançar nas conquistas que as mulheres conseguiram nos últimos 12 anos. Essa assertiva foi feita pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais nesta quinta-feira (6) na sede nacional da CTB em São Paulo.

Ficou decidido também empreender esforços para a realização da Conferência Nacional da Mulher de 2015 além de preparar as atividades dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher que terá lançamento na quarta-feira (19) no plenário do Senado em Brasília. “Combinamos fazer panfletagem em todo o território nacional na terça (25) com um material elaborado pelas centrais sindicais presentes no nosso Fórum”, revela Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB.

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Para Celina, “a presidenta Dilma deve ter propostas para o empoderamento das mulheres para a jovem democracia brasileira fazer jus a esse povo tão singular e às mulheres que representam mais da metade da população e ainda não têm uma representação à altura”. Além disso, diz ela, “a luta por igualdade de gênero é essencial para a construção de uma nação mais feliz, mais generosa, onde se possa viver sem violência, em paz”, reforça.

Ela cita o Projeto de Lei 66531/2009, conhecido com PL da Igualdade que determina inclusive a divisão de tarefas domésticas entre homens e mulheres. “Esse projeto está parado no Senado e lutaremos por sua aprovação como forma de acabar com a tripla jornada de trabalho que sobrecarrega as mulheres”, defende. De agora em diante, o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras intensificará campanhas contra o assédio sexual e moral sofrido pelas mulheres no mundo do trabalho.

Além dessas questões, as representantes das centrais sindicais decidiram encaminhar uma campanha massiva por uma reforma política com ampla participação popular para aumentar a participação feminina dos órgãos de decisão da vida do país. “Com mais mulheres na política e nas tomadas de decisões importantes para o desenvolvimento do país, podemos combater com mais eficácia a violência que acomete as mulheres, muitas vezes dentro de seus lares”, define Celina.

Nos dias 16 e 17 de dezembro o Fórum se reúne novamente para avaliar o Planejamento Estratégico Situacional e planejar a confraternização de fim de ano da entidade.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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