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As mulheres têm mais escolaridade que os homens, mas ganham menos que estes em todas as posições que ocupam no mercado de trabalho nacional, revela a Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta (9).

Em 2008, na área urbana do País, a média de escolaridade das mulheres ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto para os homens foi de 8,2 anos. Na área rural, a média de anos de estudo, "apesar de estar em patamares mais baixos", também é favorável às mulheres (de 5,2 anos de estudo, ante 4,4 anos para os homens).


Discriminação salarial

Em todas as posições na ocupação o rendimento médio dos homens é maior que o das mulheres. A maior diferença é na posição de empregador, onde os homens auferem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres recebem apenas R$ 2.497 - ou seja, R$ 664 a mais para os homens. Isso corresponde a dizer que as mulheres empregadoras recebem 22% a menos que os homens, segundo a pesquisa.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, os brasileiros brancos tinham, em média, em 2008, quase dois anos a mais de escolaridade do que negros e pardos. Mas a pesquisa revela também que, de 1998 a 2008, houve "significativa melhora" na distribuição da frequência por níveis de ensino entre a população, segundo a cor da pele.

Nível superior

Entre as pessoas com 12 ou mais anos de estudo (nível superior completo ou
incompleto), a desigualdade entre homens e mulheres é ainda maior. De cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7 eram mulheres e 43,3 eram homens no país. Maranhão, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Tocantins e Mato Grosso são os Estados com as maiores diferenças. Maranhão, por exemplo, tem 62,7 mulheres e 37,3 homens em cada 100.

Mesmo estudando mais, o número de mulheres no comando chega a 4,4% contra 5,9% dos homens. O salário também é bem diferente. A renda média dos homens é R$ 3.161 e das mulheres, R$ 2.497, uma diferença de R$ 664, ou seja, as mulheres recebem 22% a menos do que os homens.

Enquanto 15,8% das mulheres ocupadas eram trabalhadoras domésticas, com
ou sem carteira assinada, apenas 0,8% dos homens ocupavam essa categoria.

(Portal CTB com agências)

 

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