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Ao som do bloco afro Ilú Obá De Min, a Marcha das Mulheres Negras inundou de alegria e reflexão as ruas de São Paulo, na noite desta terça-feira (25). A concentração aconteceu na Praça Roosevelt, às 17h e terminou no Largo do Paissandu com shows de Luana Hansen, MC Soffia.

A marcha acontece todos os anos nessa data porque marca o Dia Internacional das Mulheres Negras, Latino-americanas e Caribenhas. De acordo com Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), o tema - Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós, pelo bem viver - foi escolhido “para mostrar a ncessidade de estarmos juntas para acabar com as violências que sofremos diariamente”.

Por isso, diz, a CTB participa ativamente das lutas por igualdade de gênero e de raça. “Estamos firmes na resistência por nossos direitos que estão sendo arrancados pelas reformas trabalhista e previdenciária. Além dos sucessivos ataques misóginos (ódio às mulheres) que sofremos por defendermos direitos iguais”.

Já Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB nacional, lembra do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff no ano passado. “Tiraram a Dilma para acabar com as conquistas da classe trabalhadora e quem mais sofre são as mulheres, principalmente as negras que ganham menos e executam as tarefas mais árduas”.

Além disso, reforça, “o congelamento de investimentos no serviço público e as dificuldades que criadas para a aplicação das políticas afirmativas, prejudica o acesso das mulheres negras a empregos mais qualificados e pode tirá-las das universidades”.

marcha mulheres negras sp 2017 1

Além das mulheres negras, havia um grupo de indígenas exigindo a demarcação de suas terras. Evellyn Iva Amba Rokaju, moradora da aldeia Guarani, em Parelheiros, na capital paulista, afirmou à repórter Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual precisar de suas "terras para morar, plantar, criar nossos filhos, para viver. Nossos alimentos e remédios estão na floresta. Por isso estamos aqui, para defender as demarcações, que correm risco com o atual governo".

Asssista também a importante conferência da ativista norte-americana Angela Davis, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, também na noite desta terça-feira. A conferência foi organizada pelo Odara Instituto da Mulher Negra 

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. fotos: Laldert Castelo Branco

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