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Ter, Jul

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Centenas de manifestantes foram às ruas na manhã chuvosa do último sábado  (12) para participar do Dia Internacional de Lutas das Mulheres, que promoveu uma grande passeata animada por bateria, palavras de ordem e performances realizadas ao longo do trajeto.

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Sob o mote "Feministas em Luta por Autonomia e Igualdade! Contra o machismo e o capitalismo!", a passeata, que se iniciou em frente à igreja da Consolação e terminou com um ato na Praça da Sé, contou com a adesão de diversos homens e foi promovida por uma centena de entidades, incluindo movimentos sociais como moradia, negros, lésbicas, além de sindicatos e, é claro, as centrais sindicais, com destaque para a CTB, que marcou presença pelas ruas do centro de São Paulo com bandeiras, camisetas e bonés, que estamparam a animação das participantes, mulheres e homens.

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Sob sol ou chuva

E animação, diga-se de passagem, foi a marca da passeata. Nem o tempo fechado desanimou as manifestantes, que enfrentaram a chuva para defender a luta contra a violência sexista, por igualdade, dignidade, autonomia e direitos das mulheres.

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Raquel Moreno, coordenadora do Observatório da Mulher, lembra que a única forma de avançar na luta por igualdade é tomar as ruas e cobrar políticas públicas. “Apesar de a legislação garantir igualdade, e mesmo com a propaganda federal dizendo que agora podemos ser engenheiras, arquitetas e operárias, precisamos de oportunidades que nos permitam fazer isso acontecer”.

Para a psicóloga, não haverá mais mulheres no poder se não houver uma reforma política que garanta a distribuição de recursos equitativos entre homens e mulheres e o mesmo espaço na campanha.

Pela igualdade de direitos

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Raimunda de Souza, a Doquinha, a unidade - uma das marcas da Central, mais uma vez fez a diferença para o sucesso do ato. “Realizarmos essa passeata em conjunto foi de fundamental importância. Cada vez mais, precisamos reforçar os laços para conscientizarmos a sociedade para a necessidade de se respeitar os direitos das mulheres, combater a violência, lutar pela igualdade, entre outras questões. Essa foi uma prova do que podemos conquistar desde que estejamos juntas, marchando em prol daquilo que nos une. As divergências são salutares, mas  não podemos apostar no que nos divide, mas, sim, no que nos unifica. Essa atividade é o coroamento do 08 de março. Ainda teremos outras atividades ao longo do mês. Mas esse ato foi de grande relevância.”, destaca Doquinha.

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Outro diferencial na celebração do Dia Internacional da Mulher deste ano foi a eleição da primeira presidenta do Brasil, lembra a dirigente cetebista. “Esse 08 de março marcou uma ano especial por termos eleito a primeira mulher para o comando do Brasil: Dilma Roussseff. Nós, da CTB, lutamos por um Projeto Nacional de Desenvolvimento que coloque homens e mulheres no mesmo patamar de igualdade e garantam  os mesmos direitos a homens e mulheres, que enfrentam a luta cotidiana no mercado de trabalho, nas suas comunidades, nos seus lares e na sociedade, para que tenhamos uma vida mais digna. Por isso, elegemos para 2011 uma jornada de luta em defesa  da igualdade de oportunidade, salarial, pelo direito de decidir  a vida e o corpo. Para construirmos um mundo digno é preciso que homens e mulheres marcham juntos, lado a lado. Para isso devemos continuar avançando, pois o desenvolvimento do país passa pela questão da igualdade. Esse é o projeto que o Brasil precisa. Com distribuição de renda, justiça social e igualdade de direitos e oportunidades, entre homens e mulheres”, concluiu Doquinha.

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Opinião compartilhada por Rozina Conceição, coordenadora da União Brassileira de Mulheres Estadual (UBM –SP). “Nó que  lutamos ao eleger uma mulher para a Presidência do Brasil, sabemos que não se resolve tudo. Porém, é um marco  histórico para o país, que após mais de 500 anos elege uma mulher para ocupar o posto mais importante da nação. Fato que abre um canal de diálogo para que outras mulheres ocupem os espaços de poder e dentro dos partidos políticos. A UBM luta intensamente para isso . Para que as mulheres se empoderem, ocupem seu espaço para que a gente avancemos com um país mais junto  e igualitário, acabando com essa discriminação existente no nosso pais”, finalizou a coordenadora da UBM.

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Solidariedade internacional

Ainda durante o ato, as manifestantes por meio das falas, faixas e cartazes, lembraram da situação das mulheres no mundo, em especial em países como Egito, Tunísia que se levantam contra o regime ditatorial, bem como em países com ocupações militares.

Prestaram solidariedade à todas as vitimas do terremoto no Japão e em especial ao Haiti, que sofrem com a violência sexual em acampamentos refugiados.

Cinthia Ribas - Portal CTB

Aguarde publicação da galeria de imagens do Dia Internacional de Luta das Mulheres no Portal CTB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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