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O acesso ao crédito, o financiamento de grupos produtivos de mulheres e o combate à violência foram os principais temas discutidos hoje (20) pelas mulheres trabalhadoras rurais nas negociações da pauta do Grito da Terra Brasil (GTB) 2009. Nessa tarde, elas tiveram audiência com a coordenação do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Etnia (Pepigre) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), Nilcéa Freire.

Na reunião com as coordenadoras do Pepigre, Andréa Butto e Renata Leite, as mulheres cobraram a realização de uma pesquisa para verificar de que forma as trabalhadoras rurais estão acessando o Pronaf Mulher, com foco em quatro eixos: acesso ao crédito, a assistência técnica, à terra e como se dá a produção de alimentos. "Mesmo que um número significativo de mulheres tenha acesso esse crédito, existem questões que temos levantado e que precisam de uma investigação maior para que essa linha do Pronaf seja qualificada", explicou a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag e vice-presidente da CUT, Carmen Foro.

As mulheres também cobraram formas de inserção das trabalhadoras rurais em outras linhas de crédito como Pronaf Semi-Árido e Pronaf Floresta. Outra reivindicação para o MDA foi o acesso das mulheres ao Pronaf Sistêmico, uma nova linha de crédito que está sendo estudada pelo governo. Sobre essa linha, ficou agendada uma reunião para a próxima segunda-feira (25) para que a equipe do governo possa esclarecer dúvidas das trabalhadoras sobre essa linha.

Do MDA a equipe de negociação da Secretaria de Mulheres da Contag também recebeu a garantia de que até o mês de junho será publicado edital para chamamento de projetos de grupos produtivos de mulheres. Em todo País, existem mais de 400 grupos de produção feminina ligados à Contag e o desafio da Secretaria será orientar para que o maior número de grupos possa apresentar projetos.

SPM

Para a ministra Nilcéa Freire, as trabalhadoras rurais reafirmaram pautas que são permanentes, como o combate à violência. Elas cobraram o aumento de serviços nos municípios para atendimento às mulheres em situação de violência. Elas também cobraram a inclusão das mulheres do campo e da floresta no programa de habitação do governo. Essa reivindicação também foi apresentada ao MDA.

A equipe do ministério informou sobre o andamento da Campanha de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Campo e da Floresta, que já recebeu apoio de vários órgãos e entidades. Também foi explicado o que está sendo feito nos estados e municípios que aderiram ao Pacto de Enfrentamento à Violência contra Mulheres.

Carmen Foro ressaltou as negociações feitas hoje ainda terão desdobramentos futuros, mas as reuniões foram satisfatórias. "Ainda não dá para fechar uma avaliação, mas há boas sinalizações para o que nós pautamos para este Grito da Terra Brasil".

Fonte: Ciléia Pontes, Agência Contag de Notícias.



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