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Sáb, Maio

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A cada semana, quatro mulheres, em média, perderam suas vidas como conseqüência da violência de gênero na Argentina, durante o ano de 2008. Os 207 casos de assassinato foram registrados no Informe de Investigação sobre Femicídios na Argentina no ano de 2008, elaborado pela Associação Civil La Casa del Encuentro.

Intitulado "Não olhes para outro lado. A indiferença te faz cúmplice", o relatório é uma compilação de dados coletados em jornais de distribuição nacional, provincial e nas agências de notícias DYN e TELAM. O documento tem por objetivo sensibilizar e socializar um dos tantos efeitos da violência sexista na Argentina.

A análise dos gráficos revela que a maior quantidade de mortes localiza-se na Província de Buenos Aires, em Córdoba, Cidade Autônoma de Buenos Aires, Mendonza, Entre Rios, Santa Fé, Tucumán, Missões, Rio Negro, Santiago del Estero e Corrientes. As mulheres que estão na faixa etária de 31 a 50 anos são as mais afetadas; seguidas das de 19 a 30 anos que ocupam o segundo lugar.
 
No que diz respeito aos vínculos afetivos, os responsáveis pela violência são, em primeiro lugar, os esposos, companheiros e namorados; em segundo, ex-companheiros; em terceiro, desconhecidos que exercem violência sexual; e em quanto, pessoas com algum vínculo familiar direto. Dos 207 casos, 16 foram produzidos por integrantes de alguma das forças de segurança.

A organização feminista considera que a violência contra mulheres é uma questão política e de Direitos Humanos. Por isso, reiteram que é urgente o aprofundamento das políticas públicas, leis, campanhas de prevenção na sociedade e em todos os níveis educativos, cursos de capacitação para profissionais e todas aquelas medidas que tendam a erradicar a violência estrutural contra mulheres.

Além disso, a organização exige que os assassinatos de mulheres vítimas da violência sexista, denominados de "crimes passionais", sejam chamados de femicídios e considerados assim dentro dos marcos jurídicos. Afirmam que é imprescindível que as investigações sejam feitas com agilidade e que os responsáveis sejam severamente punidos.

O relatório da organização não englobou os casos de mulheres que ingressam em hospitais com evidência de terem sofrido violência de gênero e que nos atestados de óbito figuram como: morte por parada cardio-respiratória. Também não incluiu o registro de mulheres, vítimas da violência sexista, que se encontram internadas em estado grave, muitas com prognósticos reservados.

Adital
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