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Levantamento de muro, revestimento de paredes, colocação de piso e pintura, além de outras atividades antes destinadas ao gênero masculino, agora já são funções exercidas por mulheres na área da construção civil. Depois de concluir o Curso de Pedreiras e Pintoras, do projeto Profissão Mulher, 26 moradoras de Cosme de Farias entram no mercado para disputar com os homens uma vaga no setor. Atualmente, na reta final do estágio, elas realizam o trabalho de recuperação do Centro Social Urbano (CSU) do bairro.

A ação faz parte do projeto Profissão Mulher, uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) com o Instituto para um Mundo Melhor (Imel), o Instituto Afrânio Affonso Ferreira (Iaaf) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Carlos Brasileiro, iniciativas como esta possibilitam a entrada no mercado de trabalho, resgatam o papel social, econômico e político das mulheres e ajudam a construir uma sociedade mais justa e igualitária. “Este é o momento de prepará-las para ocuparem um novo espaço, porque a cada dia aumenta mais a demanda de mão de obra qualificada nesta área”.

No programa do curso, que dura cerca de três meses, estão aulas de formação humana e cidadã, capacitação técnica e estágio. As práticas são feitas sob a orientação de um mestre de obras e supervisionadas por um engenheiro responsável. No CSU de Cosme de Farias, as pintoras já concluíram toda a parte interna e as pedreiras realizam o revestimento cerâmico do refeitório. A previsão é que a obra termine em duas semanas.

Para o coordenador do projeto, Jaime Godinho, a responsabilidade, delicadeza e forma de atuar das mulheres têm despertado muito interesse e demanda da construção civil. “O próximo passo é apresentá-las a empresas e órgãos que queiram participar e colaborar com o projeto, colocando pedreiras e pintoras fazendo um trabalho especializado, quer seja com construtoras, com carteira assinada, ou em cooperativas que possam atender o mercado em trabalhos eventuais”.

Mãe de duas meninas de 8 e 10 anos, a nova pintora Geisa Santos confessa que antes do curso não tinha nenhuma profissão. “Agora, estou feliz. Já tenho propostas pra pintar uma casa e também um muro lá em São Caetano. Assim, posso ajudar nos gastos da casa”. Com o sucesso do projeto, a procura pelo curso em vários bairros tem aumentado e a expectativa é de que se formem mais turmas para atuar em outros CSUs de Salvador.

Fonte: Sintracom BA

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