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Sáb, Maio

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“Desde a sua criação, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) enfatizou a importância de se lutar por igualdade entre os gêneros”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da central que mais cresce no Brasil. Por isso, "tem trabalhadoras no nome".

Para Arêas (do Sindicato dos Professores de Minas Gerais), as suas antecessoras abriram caminho para que o trabalho seja desenvolvido de maneira mais qualitativa. “A CTB completa 10 anos de existência e as companheiras que assumiram este importante papel antes de mim já trilharam o caminho da luta emancipatória, isso tem feito aumentar a participação das mulheres na nossa central”.

Outra novidade foi a criação da Secretaria Adjunta da Mulher Trabalhadora, assumida por Aires Nascimento, que vem da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase).

Ela afirma que pretende atuar com atenção total para “a promoção da justiça social e por igualdade de gênero, que perpassa desde a individualidade ao campo social, econômico, cultural e do trabalho”.

Já a Secretaria da Juventude Trabalhadora também ganhou duas mulheres de luta para encaminhar os anseios de uma juventude ávida de participação. Luiza Bezerra (dos bancários do Rio Grande do Sul), a nova secretária da Juventude Trabalhadora da CTB reforça as palavras das dirigentes cetebistas.

“A luta por igualdade de gênero é central, ainda mais depois do golpe em nossa democracia”, diz Bezerra. Ela explica que a juventude está sendo muito afetada com a perda do emprego. “Principalmente as jovens mulheres que têm de largar os estudos e o emprego para ficarem cuidando dos filhos ou dos idosos da família”.

Além do mais, afirma, “somos as mais presentes nos trabalhos precários e mal pagos, as primeiras a serem demitidas e as que têm mais dificuldade em se reposicionar no mercado de trabalho, as que mais sofrem com assédio sexual cotidianamente, seja nos locais de trabalho seja na rua”.

A secretária adjunta, Marilene Faustino Pereira, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), concorda com Bezerra e assinala a necessidade de atuação conjunta das duas secretarias para empoderar as mulheres e a juventude.

“Acredito que somos uma geração muito mais empoderada, com menos amarras do peso das regras sociais impostas pelo patriarcalismo. Por outro lado, vejo pouco debate das especificidades das situações que afetam diretamente a mulher jovem”, assinala Pereira. “A juventude tem muita ousadia e coragem para dar nova cara às nossas lutas sindicais”.

Bezerra complementa afirmando que “não pode haver melhores condições de trabalho sem levar em consideração que mais da metade da população encontra mais obstáculos  para se inserir no mercado de trabalho e recebe um salário menor pelo simples fato de serem mulheres”.

Principalmente porque o “governo ilegítimo fere de morte a classe trabalhadora e principalmente as mulheres, com a extinção da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a retirada de direitos com a reforma trabalhista e a proposta de reforma da previdência” ressalta Nascimento. Isso sem dúvida, “acentua as desigualdades e a violência contra as mulheres, com tristes notícias estampadas nos jornais todos os dias”.

A definição dos trabalhos, de acordo com Arêas, será feita com inclusão de todas as pautas pela luta emancipacionista, justamente para acabar com a violência e a discriminação. Afinal, “somos a maioria da população, metade do mercado de trabalho e ainda temos que cuidar de casa e dos filhos e sofremos todo tipo de agressões”. Por isso, “as mulheres da CTB estão mostrando que são de luta e juntas avançaremos para a igualdade de direitos no mundo do trabalho e na sociedade”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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