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Sáb, Maio

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Desde 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou o 6 de fevereiro como o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. De acordo com a organização, cerca de 200 milhões de meninas e mulheres já foram mutiladas no mundo.

Para António Guterres, secretário-geral da ONU, essa prática realizada em 30 países, especialmente na África e Oriente Médio, “nega a mulheres e meninas sua dignidade e saúde” e representa uma “violação de direitos humanos hedionda”.

Vídeo do Unicef pelo fim da mutilação genital feminina, assista: 

“É impossível aceitar a mutilação genital feminina em pleno século 21”, afirma Ivânia Pereira, secretária a Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

De acordo com Pereira, essa prática é “a materialização da opressão contra a mulher da maneira mais vil e covarde. Se iguala ao estupro em termos de violação da dignidade e da governabilidade das mulheres sobre o próprio corpo”.

intolerancia zero muitilacao genital feminina

Já a ONU informa que mais de 3 milhões de meninas e mulheres são mutiladas anualmente, aproximadamente 8 mil por dia. “A organização decretou esse dia de tolerância zero porque passou a entender a mutilação como uma violação dos direitos humanos”, reforça Pereira.

Para ela, a prática da mutilação persiste porque a cultura da humilhação, de negação do direito à dignidade e à saúde das mulheres ainda é uma chaga a ser extirpada da face da Terra. “As mulheres brasileiras precisam ser solidárias à campanha de tolerância zero à mutilação genital feminina”.

Mutilação genital feminina precisa acabar (Unicef): 

Prática desumana

Como informa a ONU, “a mutilação genital feminina, que consiste na excisão total ou parcial dos órgãos genitais, é mais comum de ser realizada em jovens de até 15 anos, mas ocorre também em mulheres adultas em observação de costumes e rituais regionais. Não traz nenhum benefício de saúde para as mulheres e meninas, pelo contrário, pode resultar em hemorragias graves, problemas urinários e, mais tarde, quistos, infeções e infertilidade, assim como complicações sérias do parto e riscos de morte natal”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto:Samuel Leadismo-Unicef

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