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Ao comentar a matéria de capa da revista IstoÉ, desta semana, que ataca a figura da presidenta Dilma, a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, acredita que a revista estampa “a misoginia dessa imprensa golpista”.

Ela realça que se sentiu “agredida enquanto mulher” porque “não tratam com a mesma agressividade os homens. Basta ver o Eduardo Cunha que ignoram por completo suas intempéries e manobras regimentais”.

Já a procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), afirma que “está expresso na referida matéria, além de agressivo, pejorativo, irreal e até criminoso é o que podemos classificar de jornalismo de baixo nível e qualidade, que atinge e fere os mais básicos princípios universais dos direitos humanos, como a igualdade, o respeito, e a dignidade”.

Toda baseada em fontes sem identificação, a revista se desqualifica dizendo que "em surtos de descontrole com a iminência de seu afastamento e completamente fora de si, Dilma quebra móveis dentro do Palácio, grita com subordinados, xinga autoridades, ataca poderes constituídos e perde (também) as condições emocionais para conduzir o país".

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União Brasileira de Mulheres repudia misoginia da revista IstoÉ contra Dilma

A jornalista Clarice Cardoso, da revista CartaCapital, afirma que “esse comportamento expõe, no sentido mais amplo do termo, uma agressão a uma mulher em posição de poder que acaba se refletindo num ataque a todas as mulheres, estejam elas na política ou não”.

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A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes repudia esse ataque à presidenta. "Estereótipos de gênero sempre foram utilizados para tentar atingir a integridade e a importância das mulheres. Não passarão! Isso é machismo, isso é violência de gênero".

Enquanto Eleonora Menicucci, da Secretária de Políticas para as Mulheres, "IstoÉ sexista! IstoÉ machista! IstoÉ golpista! Somos contra todo e qualquer tipo de violência contra as mulheres”. Ela reforça a luta contra o golpe. “O que teremos é mais igualdade de gênero. Vá em frente, Dilma! Estamos com você", diz.

A Advocacia-Geral da União defende abertura de inquérito para apurar o que chama de “crimes de ofensa praticados pela revista IstoÉ contra a presidenta Dilma Rousseff”. Já Vanessa afirma que “independente das posições que movem as diferentes correntes e partidos políticos nesse momento em que vivemos, precisamos e devemos o respeito uns aos outros”.

Ivânia diz que a CTB repudia com “veemência esses ataques vis, que visam descaracterizar a figura da presidenta para desmoralizá-la porque não acham nenhum crime pelo qual possam incriminá-la”.

Para ela, a publicação “desceu ao mais baixo nível de possibilidades de falta de respeito à dignidade e aos direitos humanos”.

Reforça ainda a necessidade de solidariedade dos movimentos sociais à presidenta, porque “sem nenhuma credibilidade atacam o projeto social dos últimos anos no combate às desigualdades”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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