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O ministro interino da (falta de) Saúde, Ricardo Barros, deu mais uma bola fora nesta quinta-feira (11). Ele disse em evento do ministério que os homens procuram menos atendimento médico porque “trabalham mais do que as mulheres e são os provedores”.

A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, diz que o ministro não conhece o Brasil. “Não se podia esperar nada diferente de alguém que assume esse importante ministério por imposição do setor privado da saúde”.

Na realidade, diz ela, Barros “assumiu para acabar com a saúde pública, por isso já disse que as pessoas têm mania de doença”. Além de afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cabe no orçamento.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desmentem amplamente o ministro. De acordo com o Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2012, do IBGE, as mulheres trabalham em média 5 horas a mais do que os homens por semana. E ganham 30% a menos pelos mesmos trabalhos.

“Isso sem contar com a tripla jornada, porque as mulheres, além de trabalhar fora, ainda têm que cuidar da casa e dos filhos”, afirma Pereira. “Fica claro, que esse governo golpista não tem nenhum compromisso com a classe trabalhadora e o povo”.

Ela lembra ainda que as mulheres são as que mais sofrem no mundo do trabalho. “Sofrem assédio moral e sexual, são as que ganham menos, as primeiras a ser demitidas e as últimas a ser contratadas”, explica.

Para Ivânia, “as falas do ministro acontecem para justificar a privatização da saúde, nos moldes mínimos como ele já anunciou, ou seja, para os mais pobres planos de saúde baratinhos, com atendimento pífio e os custos serão todos do SUS, ou seja, dinheiro púiblico para financiar o privado”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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