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Sáb, Maio

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Mais de 400 sindicalistas rurais, ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) estarão na capital federal para a 6ª Plenária Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais, entre esta terça-feira (8) e a sexta-feira (11), na sede da Contag.

A plenária ocorre na sede da Contag com o tema “Margaridas trabalhadoras rurais por paridade rumo à igualdade: a luta é todo dia!” Também é preparação para o 12º Congresso Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CNTTR), que ocorre em março, na Câmara dos Deputados.

“A luta pela igualdade de gênero, mais do que nunca, está na ordem do dia. Principalmente após o golpe de Estado que sofremos”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

“É hora de resistência e de enfrentamento. A classe trabalhadora pode sofrer um retrocesso sem parâmetros na nossa história”, diz Pereira. Porque “são as mulheres que sofrem os maiores ataques. Já são discriminadas no mercado de trabalho e com as retiradas de direitos perdem mais ainda. Porque o objetivo dos golpistas é tirar até a nossa condição humana”.

A sindicalista sergipana afirma ainda que para as trabalhadoras rurais a “situação fica ainda maios difícil, a começar pelo fim do programa de agricultura familiar, o que significa menos trabalho e muito menos renda para as famílias do campo”.

De acordo com a direção da Contag, a plenária terá como público prioritário as mulheres dirigentes das federações filiadas à entidade, “em especial aquelas que compõem as Comissões Estaduais de Mulheres ou as coordenações de polo”.

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“Garantir a paridade para além dos números demonstra o compromisso político das organizações de agricultoras e agricultores familiares na luta permanente pela superação dos impactos do patriarcado na vida das mulheres, na busca por superar o desafio da construção de relações mais democráticas no cotidiano sindical e, consequentemente, na sociedade”, diz Alessandra Lunas, secretária de Mulheres da Contag.

Ainda conforme informação da confederação, serão debatidos os temas relevantes ao empoderamento das mulheres na sociedade, além de refletir sobre com acabar com a violência de gênero no país, que cresce dia a dia.

Para Pereira, é importantíssimo, a unidade das feministas. “O golpe trouxe com muita força a ideologia do patriarcado, forjada por séculos”, diz. “Estamos vivenciando retrocessos inimagináveis e precisamos reagir à altura. Nos unir aos estudantes e às meninas que reforçam o movimento contra a cultura do estupro”.

Ela acredita ser fundamental a ideia de “ocupar todos os espaços possíveis para mostrar que não estamos par kma brincadeiras, como fizeram as argentinas e as polonesas”. Para a cetebista, “a violência de gênero está virando uma banalidade de tão corriqueira. Temos que dar uma basta nisso, ou sofreremos u retrocesso civilizacional insuportável”.

Além dos debates, estudo dos textos e trabalhos em grupos, estão sendo planejados momentos culturais, oficinas, troca de sementes, ato público e lançamento do vídeo documentário sobre a sindicalista Margarida Alves, assassinada em 1983. O evento terá transmissão ao vivo pelo Mídia Ninja.

Assista vídeo sobre a 5ª Marcha das Margaridas 

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de Verônica Tozzi, da Contag

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