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Com o sentimento de que a luta cresce, a 5ª Plenária Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag, chegou ao fim na última quarta-feira (31), em Luziânia (GO). Ao todo, cerca de 600 dirigentes sindicais de todo país debateram o cenário político nacional e a atuação das trabalhadoras rurais nos processos de desenvolvimento rural sustentável e solidário, durante a plenária que durou três dias.

A Plenária, que antecede o 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (CNTTR), ganhou ainda mais importância nesta edição, pois sua realização se deu após a Marcha das Margaridas 2011, na qual uma pauta de reivindicações foi entregue para a presidenta Dilma Rousseff. 

Diante desse desafio de estabelecer e analisar o cenário político, as dirigentes, delegadas e convidadas realizaram vários debates, mesas de discussões e místicas, que ajudaram na integração entre o público presente.

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Dentro do contexto de articulação e construção a secretária de Mulheres da CTB, Maria Raimunda Gomes, a Doquinha participou da mesa “Sindicalismo” e expões a luta das mulheres no movimento sindical, avanços obtidos e ainda relatou sobre a investida do agronegócio no campo, que dentre vários males, está causando a expulsão do pequeno agricultor e assim chamou mais uma vez, a atenção das mulheres para a luta que se faz necessária. “Nós enquanto CTB ajudamos a compor metade da plenária, as mulheres das Fetags filiadas à CTB vieram em peso. E assim ajudamos também a discutir o documento base do Congresso da Contag, que será realizado em março de 2013, além do direcionamento do Congresso. E ainda discutimos os avanços e as estagnações, referente a pauta da Marcha das Margaridas”, analisa, a dirigente da CTB.

E durante a Plenária, um dos temas que permeiam as mulheres trabalhadoras, gira em torno da questão da paridade dentro do movimento sindical. No âmbito das discussões as 5ª Plenária Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag, aprovou a paridade dentro da entidade, e agora o tema irá para julgamento dentro do 11°Congresso. “A construção da paridade dentro da Contag como forma de elevar o protagonismo das mulheres dentro do movimento sindical é importante. A cota de gênero já não serve mais e precisamos avançar na igualdade”, analisa Doquinha.

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Ciente de que dentro de processo de construção é fundamental a participação das mulheres e também dos homens, a CTB apoia o dialogo na implantação da paridade a partir do 11° Congresso da Contag, para se chegar ao próximo congresso com o processo já consolidado. “Os homens ainda dominam os cargos de comando, sendo assim é preciso criar uma transição e dividir os espaços de liderança. A CTB respeita a todos e deseja que possamos marchar juntos na luta. Unidos na luta pela reforma agrária, em defesa de um plano alternativo de desenvolvimento sustentável”, finaliza a secretária de Mulheres da CTB.

Já o presidente da Contag, Alberto Broch, deixou uma mensagem de incentivo às mulheres trabalhadoras rurais de todo o país. “As mulheres devem lutar pela igualdade, questões de gênero, mas lutar também pela pauta política. Queremos primeiramente reconhecer a importância do trabalho de vocês. Queremos promover o debate com muita tranquilidade sobre a paridade. Devemos discutir esse tema de forma libertadora e não opressora.”

Para finalizar, a mística de encerramento com a bela canção de “Viver e não ter a vergonha de ser feliz”, de Gonzaguinha, emocionou a todas que voltaram para seus respectivos estados ainda mais revigoradas e mais fortalecidas para dar continuidade à luta.

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 Portal CTB, com Contag

 

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