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Sáb, Maio

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Na manhã desta terça-feira (30), as mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) realizaram uma plenária onde debateram a conjuntura nacional e internacional e as questões da mulher sindicalista.

Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, abriu os trabalhos lembrando dos desafios sas mulheres para atuar no movimento sindical. “Enfrentamos o machismo diariamente em casa, nas fábricas e nos sindicatos”, diz.

Às 10h, a mesa, presidida por Bitencourt, foi formada por José Paulo Nobre, secretário-geral e Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP e a palestrante Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB nacional.

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Arêas fez uma explanação sobre a conjuntura nacional e internacional e a dificuldade em se debater as questões de gênero em meio aos retrocessos pretendidos pelo governo de Michel Temer, instaurado em 2016, mesmo sem votos.

Ela citou uma frase do pensador e revolucionário alemão Karl Marx (1818-1883), que define o pensamento da CTB. “A história da humanidade é a história da luta de classes”, afirmou Marx. A sindicalista lembrou também que as lutas específicas fazem parte da luta de classes.

Relacionou ainda as mudanças no capital e as suas consequências no mundo do trabalho, ressaltando a predominância do sistema financeiro, que “não produz nada e quer lucro fácil, apenas investindo em papéis e explorando a classe trabalhadora”.

Por isso, para ela, “o movimento sindical precisa buscar novas formas de atuação, principalmente para atrair as mulheres, maioria da população, e a juventude”. Principalmente, porque “vivemos um momento de resistência à ofensiva contra os nossos direitos”.

Após a explanação de Arêas, foi a vez de Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Imprensa e Comunicação da CTB nacional, falar sobre a mulher sindicalista. “A sobrecarga de trabalho nos diferencia porque temos tripla jornada”, conta ela.

“A mulher sindicalista exerce a sua função no mercado de trabalho, cuida da casa e dos filhos e ainda atua no movimento sindical”. Doquinha reforça a necessidade de se criar condições objetivas para atuação das mulheres.

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“Somente dessa maneira poderemos ampliar a participação feminina no movimento sindical”, reforça. Justamente, porque “os homens não entendem a agenda da mulher sindicalista”. Ressalva, porém, um crescimento da participação das mulheres, mesmo com dificuldades.

Para ela, a luta agora é por equidade na divisão de cargos. “As mulheres vêm se qualificando há tempos para ocupar cargos de maior relevância seja no mercado de trabalho, no país ou no movimento sindical”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

 

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