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Sáb, Maio

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Lançada nesta quarta-feira (18), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Campanha  dará centralidade, este ano, às várias  formas de violência praticadas contra as Mulheres.

A Campanha é promovida em 159 países. No Brasil acontece desde 2003, através da AGENDE (Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres-SPM. A  cada ano a Campanha vem crescendo e tendo como foco a divulgação e aplicação da Lei Maria da Penha.

Hoje,  mais de 50% da população brasileira são mulheres, que cada vez mais têm se tornado  chefes de famílias, conquistando espaço nas universidades e  postos de trabalho em  profissões que eram consideradas exclusivamente masculinas, conquistando cada vez mais espaço na busca pela igualdade e respeito na lei e na vida.

Mas a realidade ainda mostra que a violência praticada contra as mulheres, para muitos, parece coisa normal e comum. Na maioria das vezes, a sociedade enxerga como corriqueiras e naturais certas atitudes de violência contra a mulher. Julga que, se aconteceu,  é porque ela cometeu alguma atitude para merecer tal violência.

Antes praticadas somente pelos cônjuges, agora constatamos muitos casos  envolvendo  namorados, noivos,  amigos e filhos que agridem e até  matam mulheres, em vários tipos de relacionamentos. Portanto,  a violência contra as mulheres é muito forte e presente nos dias atuais, tendo se disseminado e muitas vezes mantido no silêncio da vida doméstica e familiar.

Ao mesmo tempo, a violência física, moral e sexual ocorre no mundo do trabalho, no mundo acadêmico, nas instituições públicas, enfim, acontecem  em grande proporção em nosso país, em tantos casos que nem sempre tem o mesmo destaque da mídia como o que foi concedido ao recente acontecimento envolvendo a universitária da UNIBAN.

A CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, através de sua Secretária Nacional da Mulher, considera o combate à violência, em todos os sentidos, como uma forma de combater a opressão de gênero e de classe. Por isso, orienta e convoca todas as CTB's Estaduais, a se  incorporarem nessa Campanha, atuando, sempre que possível,  junto com os movimentos sociais organizados ou, na ausência de atividades programadas,  tomem a iniciativa de realizá-las nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, observando a realidade e as particularidades de cada cidade ou região.

Solicitamos às organizações estaduais da  CTB que entrem em contato para maiores esclarecimentos e, se possível, repassem a  agenda das atividades que pretendem realizar e ou participar em conjunto com o movimento social.

Combater a violência é tarefa de mulheres e homens comprometidos com o Novo Projeto de Nação,  onde a igualdade supere a discriminação, onde impere a democracia, a valorização do ser humano e a justiça social.

Abgail Pereira - Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora- CTB

 

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Tel.(54) 8117.3750  

(11)3106.0700 - Sede Nacional da CTB

Acessem também www.agende.org.br 

Fique por dentro do enfoque dos 16 dias de ativismo:

Por que 16 dias

Com o intuito de sensibilizar sobre a violência de gênero como uma violação de direitos humanos, a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres destaca datas significativas no período de 25 de novembro a 10 de dezembro para unir simbolicamente a luta contra a violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.

No Brasil, desde 2003, quando a Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento - AGENDE passou a impulsionar a realização nacional da Campanha, foi incorporada uma quinta data marco, dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra, para chamar a atenção para a situação das mulheres negras que além da violência de gênero sofrem a violência racial.

DATAS MARCO

20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
Instituído em 1978, o Dia Nacional da Consciência Negra lembra a inserção do negro na sociedade brasileira e sua luta contra a escravidão. A data lembra o dia 20 de novembro de 1695, dia do assassinato de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.

25 de novembro - Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres
Homenagem às irmãs Mirabal, opositoras da ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Minerva, Pátria e Maria Tereza, conhecidas como "Las Mariposas", foram brutalmente assassinadas no dia 25 de novembro de 1960.

1º de dezembro - Dia Mundial de Combate à Aids
No dia 1º de dezembro, o mundo se mobiliza para promover ações de combate à Aids.  No Brasil, todos os anos o Ministério da Saúde promove a Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que busca estimular a prevenção e diminuir a disseminação do vírus HIV. Estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil, fato que levou o Governo brasileiro a lançar o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST.

6 de dezembro - Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá)
Quatorze estudantes da Escola Politécnica de Montreal foram assassinadas, no dia 6 de dezembro de 1989. O massacre tornou-se símbolo da injustiça contra as mulheres e inspirou a criação da Campanha do Laço Branco, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, a partir de 2007, é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (Lei nº 11.489, de 20/06/2007).

10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos
No dia 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como resposta à violência da Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, os artigos da Declaração fundamentaram inúmeros tratados e dispositivos voltados à proteção dos direitos fundamentais. A data lembra que violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.

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