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Ter, Jul

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A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira participou do seminário Desafios para a Autonomia Econômica das Mulheres na Contemporaneidade entre a segunda-feira (4) e a terça-feira (5) em Brasília. Organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o seminário foi aberto pela ministra Eleonora Menicucci, que falou sobre a importância da participação efetiva das mulheres no mercado de trabalho com igualdade de condições e de salários. A ministra ressaltou ainda os impactos da violência contra a mulher na vida profissional, assim como atacou a violência de gênero de uma forma geral. 

Na terça-feira, a economista e pesquisadora das relações de trabalho e gênero da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marilane Teixeira falou sobre as mudanças na estrutura produtiva e na macroeconomia em relação ao crescimento da renda do trabalho na última década. De acordo com Marilane um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que houve valorização da mulher negra no mercado de trabalho, principalmente com a regulamentação do trabalho doméstico no país. Ela assinalou que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2012, apresentou outro dado revelador: 66% das mulheres ganham cerca de dois salários mínimos. “Há uma concentração de mulheres em uma estrutura de baixos salários”, acentua.

A coordenadora do debate, a assessora especial da SPM e doutora em economia, Hildete Pereira de Melo abordou a situação do capitalismo com sua fase de financeirização da economia, o que prejudica demais o setor produtivo e, portanto a criação de empregos. Já para Patrícia Toledo Pelatieri, representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) afirmou que as cinco marchas realizadas pela classe trabalhadora para pressionar o governo pela valorização do salário mínimo contribuíram definitivamente para aumentar a renda do trabalho. Com base nos dados da Pnad de 2012, Patrícia traçou um perfil sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Do total de ocupados, as mulheres correspondem a 42,4%, cerca de 40 milhões de trabalhadoras. Deste quantitativo, 60,2% estão no setor de serviços; 17,4% no comércio; 9,8% na agricultura e 0,6% na construção civil.

Para Ivânia, a importância do seminário consiste na “abordagem do papel desempenhado pela mulher com estudos e pesquisas sobre a realidade contemporânea no mundo do trabalho”. Ela ressalta, contudo, que “é necessário uma luta organizada do movimento sindical para tirar do papel direitos como creche que tem um déficit de 10 milhões de vagas no Brasil, garantia da licença maternidade e paternidade, além da incansável luta por salário igual para trabalho igual, entre muitas outras importantes questões”, defende.

ivania

A secretária da CTB reforça a disposição da entidade em “aprofundar as discussões sobre a temática da mulher no mundo do trabalho, porque os paradigmas estruturantes das condições de trabalho das mulheres só mudam com a luta de mulheres e homens”, esclarece. Para ela, “a divisão sexual do trabalho impõe a desigualdade e a intolerância. Mesmo numa realidade onde as mulheres reúnam mais escolaridade, não conseguem alçar postos de direção no âmbito interno das carreiras”.

Portal CTB 

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