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As centrais sindicais CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT realizaram nesta sexta-feira (30), em São Paulo, o Seminário Estadual das Mulheres, que teve como principal objetivo debater e definir ações para aprovação no Congresso Nacional dos Projetos de Lei que defedem a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

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Na mesa de abertura estiveram presentes as secretárias estaduais e nacionais das centrais sindicais, ao lado dos sindicalistas que passaram apenas para fazer uma saudação.

Representando a CTB na mesa de abertura, Raimunda Gomes (Doquinha) e Arlete Miranda, secretárias da mulher da trabalhadora da CTB Nacional e Estadual, respectivamente, destacaram durante a saudação às participantes a importância da mobilização em prol da aprovação de ambos os projetos que tramitam no congresso Nacional.

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“Sabemos a dificuldade que enfrentamos dentro das categorias, daí a relevância dos projetos e de políticas públicas que nos garantam o direito à igualdade. O machismo e a falta de oportunidades nos sindicatos são batalhas que temos que vencer cotidianamente. Eu sou dos correios, além de tudo temos que com péssimas condições de trabalho e salários baixos”, revelou Arlete, que também é dirigente do Sindicato dos Correios de São Paulo (Sintect-SP).

Opinião reforçada pelo presidente da CTB, Onofre Gonçalves, que assim como os presidentes estaduais das centrais, passou para parabenizar as sindicalistas pela iniciativa de unir forças para avançar na luta.

“Sabemos que sozinhos não faremos nada. Precisamos nos conscientizar e reconhecer o papel desempenhado pela mulher que exerce dupla e até tripla jornada. Não adianta apenas falar, tem que fazer. Compartilhar responsabilidades, abrir as portas dos sindicatos para elas ocuparem os espaços. Só assim, juntos, vamos conseguir fortalecer nossa luta”, declarou o dirigente cetebista.

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Dois Projetos de Lei tramitam no Congresso Nacional, um - que originalmente eram dois - na Câmara dos Deputados (4857/2009 e 6653/2009 - autoria da deputada Alice Portugal e outros parlamentares) e outro no Senado Federal (PLS 136 - do Senador Inácio Arruda).

Ambos, em sua essência, visam garantir às mulheres as mesmas oportunidades, no mercado de trabalho e na sociedade e estabelecem punições aqueles que discriminarem qualquer mulher em função da questão de gênero, raça, orientação sexual ou classe social.

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“Temos que marcar em cima. Mobilizarmos-nos porque senão não conseguiremos que esses projetos avancem. Precisamos inserir a pauta das mulheres na discussão política. Precisamos marcar presença e estarmos alertas para ocuparmos os espaços. Porque só com muita divulgação e mobilização conseguiremos a aprovação dos projetos, que encontra resistência em diversas bancadas no Congresso Nacional ”, revelou Doquinha.

Para Doquinha é importante que o Brasil tenha um projeto nesse sentido. "Dos países membros da ONU (Organização das Nações Unidas), 117 já têm um projeto de igualdade. Agora falta o Brasil ter o seu!".

O evento contou ainda com uma rápida participação da senadora Marta Suplicy, que passou para saudar as dirigentes.

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Ao final do seminário, foram definidas as iniciativas e ações para que os projetos continuem avançando em  Brasília, como a divulgação e mobilização para levar à sociedade informação sobre a importância da aprovação dos projetos; articular apoio junto às bancadas no Congresso nacional; Insistir em audiência com Dilma; defesa dde inclusão da aprovação dos PLs na pauta das conferências estaduais e nacional de políticas para mulheres.

Não é um projeto das mulheres, mas da sociedade. Contudo, sua aprovação vai depender de nós. Dificuldades sabemos que temos, no entanto, disposição para continuar na luta nós temos muito mais”, concluiu Doquinha.

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Cinthia Ribas - Portal CTB

 

 

 

 

 

 

 

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