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Dom, Set

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O novo secretário de políticas Agrícola e Agrária da CTB é Adriano Gelsleuchter. Nascido em Camboriú, Santa Catarina, Adriano Gelsleuchter é agricultor familiar e iniciou sua militância sindical 2005 quando se candidatou para comandar o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da região, sendo eleito um dos presidentes mais jovens, com apenas 20 anos de idade.

De lá para cá, Gelsleuchter não parou mais. Em 2007, foi eleito coordenador de jovens da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc) e coordenador de Política Agrária, Crédito Fundiário e a Política Ambiental do Estado.

Para o líder rural, que desde junho deste ano é secretário de Finanças da CTB-SC, fazer parte da direção nacional é um desafio.

“Ser representante de uma categoria já é um papel desafiador, mas participar de uma Central na diretoria executiva com certeza incumbe muito mais responsabilidades na articulação de demandas dos trabalhadores do campo e da cidade. Principalmente na secretaria de Políticas Agrícola e Agrária que trata de políticas e a comercialização para que os produtos da agricultura possam chegar até os trabalhadores da cidade, um alimento com qualidade e com preço mais justo. Outra demanda importante também, se refere a questão da reforma agrária e sua importância para a produção de alimentos e subsistência para quem não possui terra”, lembrou Adriano.

De acordo com o dirigente, embora o tema de política agrícola e agrária seja diretamente ligado à área rural, não deixa de ser importante discutir com os trabalhadores da cidade. “É de extremante importante que o agricultor familiar tenha acesso à terra e à comercialização para viver dignamente no campo os produtos, para que os produtos cheguem até a cidade com qualidade. Essa questão está diretamente ligada ao êxodo rural. Porque para que haja a sucessão familiar, os jovens agricultores precisam de qualidade de vida e condições de produção para se manterem no campo e não migrarem para os grandes centros urbanos, ainda mais nessa conjuntura desafiadora”, ressalta ao completar que o momento unidade.

“O momento exige um sindicalismo cada vez mais autêntico e classista juntando todos os esforços da classe trabalhadora para combatermos a lógica de criminalização dos movimentos sociais e sindicais, defendermos uma sociedade mais justa e igualitária”, defende o jovem secretário da CTB.

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Cinthia Ribas - Portal CTB