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Ter, Out

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O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, participou, nesta sexta-feira (1º) do 10º Congresso da Federação Latino-Americana de Trabalhadores de Educação e Cultura, realizado em Buenos Aires (Argentina).

Dezenas de dirigentes sindicais de todo continente participaram do Congresso, que se iniciou na última quarta-feira e teve seu encerramento nesta sexta. Neste edição, o encontro homenageou o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Confira abaixo a exposição feita pelo dirigente da CTB durante o Congresso:

Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), de seu presidente Adilson Araújo, saúdo com entusiasmo a realização da 10ª edição do Congresso da FLATEC – companheiro Hugo Chávez Frías e agradecemos o convite para participarmos desse importante acontecimento.

A CTB é parceira política dessa importante organização sindical latino-americana. Já são inúmeras as atividades que conjuntamente participamos – em particular do ESNA – e mais do que isso, partilhamos de análises conjunturais políticas e econômicas que nos aproximam enquanto diagnóstico da realidade em que atuamos.

Consideramos que este Congresso ocorre num momento muito particular da conjuntura internacional. Ela está marcada pela ocorrência de uma das maiores crises do sistema capitalista e ao mesmo tempo situada dentro de uma nova transição em sua geopolítica.

Apesar desse processo ter um sentido alvissareiro para os povos e para a classe trabalhadora, ele ainda não descortinou do ponto de vista político um ambiente internacional favorável às mudanças estruturais mais profundas. Compreendemos que ainda estamos numa defensiva estratégica.

Já na América Latina e no Caribe, conforme diagnosticou recentemente o comandante Fidel Castro, o nosso continente vive um momento político inédito de sua história.

Os esforços do libertador Simon Bolívar, que há 200 anos já proclamava a necessária luta pela integração de Nossa América, produziu seus acúmulos e hoje nessa mesma região, se configura, a partir da condução de forças políticas democráticas, populares e progressistas, uma nova perspectiva econômica e social. Mesmo que ainda com caminhos acidentados, irregulares e com ritmos distintos e próprios, em seu conjunto essas novas forças buscam consolidar uma agenda nacional mais soberana, mais solidária e, sobretudo, mais integrada. Dessa forma, deslocam a maléfica influência histórica do império estadunidense sobre a região. Os trabalhadores e as trabalhadoras são partícipes estratégicos dessa transição.

Entretanto, percebemos também que esse processo sofre permanentemente ameaças desse mesmo império e dos seus aliados instalados dentro de nossos próprios países. As denúncias de espionagem promovidas pelos EUA e suas ações desestabilizadoras contra inúmeros governos em nossa região comprovam que essa luta ainda não está consolidada a nosso favor.

Por isso essa disputa requer um protagonismo político mais elevado da classe trabalhadora. Não podemos ficar alheios a esse processo ou errarmos sobre quem deve ser o alvo principal de nosso enfrentamento. Essas questões – se não bem identificadas – podem contribuir para que se criem as condições do retorno de forças direitistas na região.

Na passagem dos 40 anos da experiência do projeto de Salvador Allende no Chile, essa data nos permite hoje dialogarmos mais com as categorias de acúmulo de forças, de processos e de suas transições. No nosso ponto de vista, são conceitos que quando praticados nos aproximam mais da realidade concreta e nos possibilitam maiores acúmulos rumo a maiores transformações.
Pensamos que devemos disputar ao limite a melhoria de vida de nossas árvores, e através dessas jornadas, fortalecermos os projetos para que eles sustentem e viabilizem uma condição superior às nossas florestas.

Por fim, tenho plena convicção de que as resoluções políticas que este 10º Congresso aprovará fortalecerão a luta dos educadores latino-americanos e caribenhos e darão grande contribuição para que elevemos – como apregoa o ex-presidente Lula – a educação libertária e integracionista à condição de uma doutrina pela integração de Nossa América. Este Congresso, ao homenagear o comandante Chávez, expressa essa perspectiva.

Finalmente, não poderíamos deixar de saudar, em pleno solo argentino, uma conquista popular e estratégica que pode desestabilizar o monopólio midiático direitista deste país: a constitucionalidade da Lei dos Meios. Essa noticia está ecoando de uma forma muito vibrante entre os democratas brasileiros, pois seus efeitos contribuem para que outros povos enfrentem os sistemas de oposições conservadoras conduzidas por essa grande mídia golpista.  

Sucesso ao 10º Congresso da FLATEC!

Vida Longa à FLATEC!

Viva a unidade latino-americana e caribenha!

Muito obrigado.

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Em protesto contra nova lei trabalhista, movimento sindical prepara ato nacional     10 de novembro