Sidebar

25
Sáb, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times
O ano de 2009 foi um período de avanços significativos para a Secretaria Internacional da CTB. A presença e a influência de nossa organização em âmbito nacional saíram fortalecidas por meio de cada uma das atividades em que estivemos presentes. Sem dúvida foi um ano marcado por mobilizações e esforços em torno do combate à crise mundial do capitalismo e, apesar disso, não medimos esforços para consolidar uma integração política, econômica, social e cultural na região.

Nossa Secretaria sempre defendeu a necessidade de um amplo diálogo internacional, com a participação ativa dos países em desenvolvimento e em busca da consolidação de uma plataforma para a Unidade de Ação no Continente — uma unidade com consciência de classe. Buscamos, além disso, o diálogo com outras regiões da América Latina, ao iniciarmos nossa relação com Ásia, Europa e África. Nesse sentido merece menção especial a celebração de nosso II Congresso e sua ampla delegação internacional. Naquela oportunidade, nossos 1.500 delegados tiveram a oportunidade de conhecer a realidade e a luta de companheiros de 30 países, vindos de cinco continentes.

A organização II Encontro Sindical Nuestra América, realizado na cidade de São Paulo, também foi de fundamental importância para nossa Central, que recebeu um total de 161 delegados internacionais, vindos de 29 países. Durante os trabalhos, foram debatidos aspectos em torno da crise, da integração solidária e soberana e dos desafios que a classe trabalhadora enfrenta. Essa proposta protagonizada pela CTB demonstrou na prática que estava correta, por se tratar de uma alternativa nova para o Movimento Sindical no continente — independentemente de filiação internacional mais horizontal e que a cada encontro cresce e se fortalece —, caracterizada por ser uma proposta ampla e de Unidade de Ação, com uma coordenação eleita de 17 membros, na qual a CTB forma parte do núcleo executivo.

A Secretaria de Relações Internacionais participou ativamente dos debates ocorridos no marco do Fórum Social Mundial, onde cada uma de nossas mesas contou com a participação de dirigentes sindicais internacionais de alto nível. Consolidamos efetiva presença nas Mobilizações de 1º de Abril — “Dia Internacional de Luta” —, bandeira levantada pela própria Federação Sindical Mundial (FSM), federação internacional a qual estamos afiliados e que, no Brasil, levou a ação unificada do Movimento Sindical e do conjunto dos Movimentos Sociais. No mês de maio, uma ampla delegação da CTB esteve presente nas atividades do histórico 1º de maio em Cuba e em suas atividades de Solidariedade Internacional, bem como nos ato em  apoio aos 50 anos da Revolução Cubana e de denuncia à crise no sistema capitalista — “Por menos desemprego e menos explorados no mundo”.

Com todo êxito, destacamos o particular apoio à reconstrução das Uniões Internacionais de Sindicatos (UIS), por meio de diversas ações. Dentre elas destacamos o Congresso da UIS Serviços Públicos, celebrado em Brasília, no mês de junho, a UIS-Transporte, onde ocupamos a secretaria-geral, a UIS-MMM e a recente criação da UIS do Turismo e Hotelaria e a UIS Energia. Da mesma maneira, nossa inserção e participação em seminários e cursos de formação de nível internacional foi uma marca neste ano, assim como as visitas oficiais recebidas nas instalações de nossa central.

Esse período de trabalho também nos serviu para estimular nossas relações com organizações sindicais da Índia, China e de diversas partes da Europa, como a Galícia, o País Basco, Chipre, com o CCOO de Barcelona e principalmente Grécia e Portugal, sem deixar de lado o continente africano, com a África do Sul e a Nigéria. Além disso, no campo Institucional, a CTB se fez presente através do nosso secretário Internacional na 98ª Conferência da OIT.

A CTB ainda não teve tempo de ter uma visão maior do sindicalismo internacional, tanto na amplitude da FSM como da CSI. Por outro lado, apesar de nossa central ainda ser jovem, ela já mostra seu potencial em contatos internacionais — isso se vê de maneira expressa no respeito das outras centrais-irmãs. Apesar de termos estreitado o contato com centrais sindicais de orientação classista, necessitamos ampliar nossas relações com centrais sindicais europeias. Faz-se necessário traçar uma linha de atuação estratégica que sirva à luta por um “Projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho” em nosso país, projeto que havia sido definido e defendido em nosso Congresso.

Isso nos coloca ante ao desafio e à necessidade de nos priorizar o relacionamento com centrais sindicais do eixo Sul-Sul, em especial com o bloco da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Temos também que estar em contato com as iniciativas surgidas na América Latina, tal qual a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS). Da mesma forma, ampliar nossos contatos com organizações sindicais da Europa e com o sindicalismo mais progressista da América do Norte fará com que a luta internacionalista da CTB permaneça em constante evolução, de modo a contribuir com um sindicalismo que desenvolva a unidade, a solidariedade e a luta dos trabalhadores de todo o mundo.

Severino Almeida – secretário de Relações Internacionais da CTB e presidente da Conttmaf (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos) e João Batista Lemos - secretário adjunto de Relações Internacionais
0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.