Sidebar

21
Qui, Mar

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

 

IMG 7729

 Na manhã desta terça-feira (13), dirigentes da CTB estiveram na Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Rua do Glicério, na região central de São Paulo, para levar solidariedade, água e doações para centenas de imigrantes haitianos.

A iniciativa faz parte de uma Campanha de Solidariedade Unitária das Centrais Sindicais, que visa abrir um canal de diálogo com o Governo Federal sobre a situação dos imigrantes.

“A intenção busca uma reunião junto ao Governo Federal que possibilite o diálogo frente à dramática situação dos haitianos que chegam ao Brasil em grande escala e enfrentam uma série de problemas”, destacou Adilson Araújo, presidente da CTB.

IMG 7751

IMG 7757

Durante a visita, Adilson Araújo e os dirigentes da CTB, conferiram de perto a situação dos trabalhadores haitianos que desde o começo do mês, desembarcaram em São Paulo em busca de emprego.

“Apesar de ter sido um dos primeiros a obter sua independência, o Haiti tem enfrentado uma grave situação política. Essa condição se complicou após o terremoto de 2010”, levanta o presidente da CTB.

Cenário desolador

No dia 12 de janeiro de 2010, o Haiti sofreu um terremoto de rara violência, matando mais de 230 mil pessoas e deixando um milhão e meio sem teto. Frente a esse cenário desolador, muitos optaram pela migração. Em 2010, haitianos começaram a entrar no Brasil pelas fronteiras no Norte do país, principalmente pelo Acre.

IMG 7815

Em 2012, o governo estadual passou a abrigá-los num alojamento na cidade de Brasileia, na fronteira com a Bolívia. Já que chegavam sem vistos, eles permaneciam ali até tirar os documentos para trabalhar legalmente no país. A cidade, de 20 mil habitantes, chegou a abrigar 2,5 mil imigrantes.

Desde fevereiro, a situação se agravou com cheia do rio Madeira. Em março deste ano, abrigo de Brasileia, que chegou a acolher 1,9 mil estrangeiros em situação degradante, foi fechado.

Além de fechar o abrigo de Brasiléia, o governo do Acre tomou a decisão de transportar uns 400 imigrantes a São Paulo, que foram acolhidos pela casa Pastoral do Migrante, da Missão Paz, que tem uma larga tradição de ajuda aos migrantes em São Paulo.

A missão também conta com uma mediação para o trabalho, com a retirada de documentos e na recepção de propostas de trabalho de empresas que desejam contratar estrangeiros. Existe um acompanhamento pela Pastoral para evitar o trabalho escravo e o tráfico de humanos.

IMG 7783

De acordo com o padre Antenor Della Vecchia, que recebeu os sindicalistas da CTB, nas últimas duas semanas já passaram mais 500 pessoas pela comunidade, que não recebe nenhum auxílio da administração pública. No entanto, segundo o padre o que não sobra é solidariedade. “Do poder público, não recebemos ajuda, mas da comunidade civil já tivemos várias manifestações de solidariedade”, afirmou.

Ainda segundo Della Vecchia vários profissionais têm se oferecido como voluntários para dar aulas, inclusive, de português para estes trabalhadores, que estão dispostos a engavetarem seus diplomas por qualquer vaga de emprego.

Combate ao racismo e ao preconceito

IMG 7784Para o presidente da CTB, o papel do movimento sindical é prestar todo apoio a esses trabalhadores. “Nosso esforço, nesse diálogo com o governo é buscar cuidado com a saúde, a assistência e a integração social. O cerco da gravidade da crise vem impondo um processo agudo de preconceito, intolerância e racismo, algo que precisamos cotidianamente combater. Repudiamos qualquer movimento xenófobo e cabe ao
movimento sindical uma ampla solidariedade, sobretudo, a quem luta por uma integração solidária e soberana”, destacou Adilson Araújo.

Opinião compartilhada pela secretária de Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio. “Nosso papel é abraçar esses imigrantes e possibilitar possibilidade de inclusão, pois possuímos uma relação de irmandade com o Haiti em termos de Nação e história”, destacou Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB.

Para Mônica há uma discriminação e um preconceito velado na sociedade, que não aceita de forma natural os haitianos. “Há uma reação da população que aceita de forma natural esse preconceito histórico com a população negra. Se fossem imigrantes europeus a situação seria diferente”, argumentou a sindicalista.

Portal CTB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.