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di_trabalho_infantilO encontro realizado nesta segunda-feira, 30/05, na sede do Ministério Público do Trabalho em São Paulo, o Fórum Paulista de Combate à Exploração Infantil abriu espaço para o debate sobre a importância da relação entre a mídia e as instituições que buscam a erradicação do trabalho infantil.

Como de costume, foram convidados especialistas que trouxeram aos participantes do evento um pouco de sua experiência profissional, suscitando reflexões e proporcionando o aprimoramento do conhecimento sobre o tema abordado.

A jornalista e secretária-executiva da Rede ANDI Brasil, Ciça Lessa, expôs conceitos jornalísticos e delimitou maneiras em que a mídia pode atuar no combate ao trabalho infantil.

Segundo Ciça, o jornalista precisa entender o conteúdo do Estatuto da Criança e do Adolescente e estar atento a projetos que promovam a defesa dos direitos da criança e do adolescente e levar essas ações ao conhecimento do cidadão. As instituições, por sua vez, devem enviar para a mídia sugestões de pauta e estabelecer um diálogo de qualidade com o jornalista.

Apresentou aos presentes uma metodologia que é adotada pela Andi e que contribui para que as políticas públicas sejam eficazes na erradicação do trabalho infantil.

É feita uma análise da mídia, com acompanhamento das notícias e a avaliação do conteúdo a partir de critérios como a referência á legislação e a qualidade das fontes ouvidas. Após esta análise, é são apontadas abordagens adequadas e os pontos em que a cobertura poderia ser mais consistente.

A Andi foi pioneira nesse trabalho e após 20 anos da sua implantação, outros estados realizam essa interface entre comunicação e ação social. O número de matérias que tratam das crianças e dos adolescentes cresceu, mas o trabalho infantil está fora do quadro de atenção dos jornalista.

Para finalizar, a palestrante salientou que é preciso provocar o jornalista a produzir mais textos sobre essa temática, na medida em que o fazer jornalístico tem incidência na pauta social e nas políticas públicas porque levar um tema á mídia faz com que ele comece a fazer parte do agendamento da sociedade e esta passe a acompanhar informações referentes ao trabalho infantil.

O jornalista e editor da agência de notícias Repórter Brasil, Maurício Hashizume, frisou que para quem trabalha com o combate ao trabalho infantil é viável criar um canal próprio de comunicação porque facilita a divulgação de matérias relacionadas ao assunto.

Apesar da ONG Repórter Brasil focar a sua atenção no combate ao trabalho escravo, muitas vezes esse problema está atrelado à exploração infantil. Para ilustrar a informação, o palestrante deu exemplos de algumas matérias publicadas no site da ONG que denunciam o trabalho de crianças na mineração, em olarias e em matadouros públicos, em péssimas condições de higiene e em condições análogas à escravidão.

Hashizume declarou aos presentes que a matérias produzidas pela mídia apresenta a idéia de que é melhor trabalhar do que estar em casa ocioso ou na rua. Tal conceito expressa a opinião da sociedade, que precisa se conscientizar do caráter negativo do trabalho infantil. Outro ponto crucial é a criação de políticas públicas para que as crianças não precisem trabalhar e facilitar o acesso dos cidadãos a projetos sociais.

Ao final, sugeriu que para a erradicação do trabalho escravo e infantil é necessário se pensar em como ajustar a agenda de cada organização social com temas que estão em evidência na mídia e promover a união de todos em prol combate a atos que violam a lei vigente e o respeito ao ser humano.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Trabalho 

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