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Centenas de pessoas lotaram, nesta segunda-feira (31), a antiga sede do DOI-Codi em São Paulo, centro de tortura e repressão durante a ditadura militar (1964-1985).

O ato, que lembrou os 50 anos do golpe, reuniu os familiares das vítimas, centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos que exigiram a punição aos militares e repudiaram a data chamada por eles de “Dia da Vergonha Nacional”.

“O golpe militar, que começou em 1964, deu nisso aqui: um centro de tortura e extermínio. Temos que repudiar torturas e assassinatos a começar pelos golpes e as ditaduras”, declarou para o Portal CTB o coordenador da Comissão Estadual da Verdade em São Paulo “Rubens Paiva”, Ivan Seixas,  o órgão leva o nome do ex-deputado que desapareceu durante o regime, durante o ato foi apresentado um discurso de Paiva enaltecendo as reformas de base defendidas pelo então presidente João Goulart, deposto no dia 1º de abril pelos militares.

Os participantes levavam em suas mãos as fotos dos que foram torturados, mortos e desaparecidos com uma indagação “onde estão nossos desaparecidos?” Com peças teatrais alusivas às barbáries cometidas pelos torturadores, os presentes fizeram uma homenagem às vítimas da ditadura ao lerem em uma só voz o manifesto “Ditadura Nunca Mais, 50 anos do golpe militar” momento de grande emoção, no qual foi lembrado o nome de todos os que foram assassinados no DOI-Codi. 

 

 Para o presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo, Adriano Diogo, que também passou pelo  DOI-Codi, “perdemos o medo de falar desse assunto [ditadura] , esse é o maior produto das comissões da verdade”. Sobre o significado da homenagem, ele frisou: “Imagina você entrar nesse prédio, pela primeira vez, depois de 50 anos, isso aqui tem um significado que transcende”.

Representando a CTB, o presidente nacional, Adilson Araújo fez questão de marcar presença na atividade, acompanhado pelo secretário de Políticas Sociais, Rogério Nunes e a pela Assessora de Diretoria, Márcia Viotto.

A CTB integra, juntamente com nove centrais, o Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical”, da Comissão Nacional da Verdade, que está investigando os crimes de lesa humanidade ocorridos contra a classe trabalhadora e leva como lema “por justiça e reparação”

Atualmente, funciona no antigo centro de tortura a 36ª DP, o prédio é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). “A luta que a gente tem agora é que o prédio seja transformado num memorial às vítimas da ditadura”, informou Ivan.

Durante toda a semana vários atos em repúdio ao golpe militar estão sendo realizados em todo o país. Em São Paulo, na próxima quarta-feira (2) o teatro da PUC – Pontífica Universidade Católica – que foi incendiado durante o regime homenageará os que resistiram e lutaram pela democracia no país.

Érika Ceconi - Portal CTB 

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