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rogério1Nesta terça-feira (3), representantes de dez centrais sindicais, dentre elas a CTB, que participam do Coletivo Sindical de Apoio ao Grupo de Trabalhadores “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical”, se encontraram em São Paulo com a organizadora do GT, Rosa Cardoso e definiram uma agenda de ações para os próximos meses e também foi informado como estão os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV). 

Reunidos no gabinete da presidência, na parte da manhã, o GT definiu ações unitárias a serem realizadas até o fim deste ano como o Ato Nacional sobre o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), em 1964, movimento que foi duramente reprimido pela ditadura militar no Brasil que contará com a participação de três sindicalistas que faziam parte do CGT: Clodesmidt Riani, Rafael Martinelli e Mello Bastos.O ato será no dia primeiro de outubro em São Paulo, outra atividade a ser realizada em Minas Gerais será uma homenagem pelos 50 anos do massacre em Ipatinga, no dia 7 de outubro. Na Baixada Santista também ocorrerão ações em memória dos trabalhadores da região, assim como em Osasco, que terá como tema a greve realizada em 1968.   

Após a reunião que também expressou a necessidade da divulgação dos 11 pontos sobre os quais o GT incide, os sindicalistas encaminharam uma carta para o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, José Carlos Dias, reivindicando uma equipe técnica de apoio aos trabalhos do grupo e também a integração com os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. 

Definiu-se também a divulgação de um questionário de coleta de informações aberto aos trabalhadores, militantes, sindicalistas, membros da sociedade civil que possam dar algum aporte para as investigações. 

A partir do meio-dia, Rosa Cardoso acompanhada de representantes do GT, deram uma coletiva de imprensa na qual esclareceram o andamento das investigações da CNV no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a coordenadora apresentou detalhes da investigação, que estão sendo feitas nos acervos do arquivo geral, gabinete do ministro, e os arquivos dos processos de anistia do Ministério do Trabalho e também no centro de referência Leonel Brizola e no Setor de Armazenamento e Abastecimento Norte (SAAN) 

Durante a coletiva os sindicalistas fizeram intervenções, o secretário de políticas sociais da CTB, Rogério Nunes, destacou a necessidade da CNV buscar informações sobre o setor rural. 

“Neste GT queremos enfatizar a perseguição e tortura de lideranças sindicais do campo, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais tem uma comissão pela Contag [Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], onde a CTB faz trabalhos conjuntos, para fazer esta investigação. Enquanto os grandes centros urbanos têm um vasto material, no campo é totalmente diferente, temos que fazer um levantamento dos sindicatos e das lideranças que desapareceram e esse levantamento é mais demorado, estamos propondo fazer este serviço em conjunto não só nos setores urbanos, mas também no campo”, frisou.

Sobre a situação da mulher, foi lembrado que o estupro era uma regra durante o período ditatorial e que que após serem presas tornava-se difícil a sua recolocação no mercado de trabalho. "Se hoje se discute a questão de gênero,  naquela época uma mulher que era presa, dita comunista, que era grevista, dificilmente conseguia uma recolocação no mercado de trabalho", expressou a representante da CSP-Conlutas, Ana Lúcia.

Rosa Cardoso destacou ainda que serão propostas audiências públicas para apurar o envolvimento de empresas que colaboraram com a repressão contra os sindicalistas. 

Érika Ceconi - Portal CTB

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