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A participação do candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB), no debate da TV Record, neste domingo 28/09 causou revolta na comunidade LGBT e em defensores dos Direitos Humanos em geral. Protestos contra o candidato estão agendados para o fim de semana e ativistas organizam uma ação judicial coletiva, que já conta com mais de 300 pessoas, mobilizada contra Fidelix por incitação ao ódio e danos morais coletivos. Outra ação será movida pelo PSOL e protocolada no TSE pedindo a exclusão imediata do candidato nos próximos debates entre os presidenciáveis e uma aplicação de multa. E ainda outra ação será feita pelo deputado Jean Wyllys (PSOL) no MPF (Ministério Público Federal) e solicitará retração pública de Fidelix.

Ao ser questionado pela candidata Luciana Genro (PSOL) a respeito da criminalização da homo-transfobia e casamento igualitário, Levy Fidelix iniciou dizendo que se tratava de “um assunto pesado” e que era preciso “reagir” contra a população LGBT. “O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para cem. Vai para a Paulista, anda lá e vê, é feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem. Nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que ‘sou pai, uma mãe, vovô’, e o mais importante é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”, declarou.

O problema é o incitamento ao ódio e à violência. Levy Fidelix não defendeu a família, como disse, mas colocou uma minoria na posição de “inimigo”, e ainda relacionou a homossexualidade com pedofilia, com argumentos pseudo religiosos. ‘ A CTB repudia um ato de homofobia, ainda mais declarada de uma personalidade pública em rede nacional. É um ato que pode trazer inúmeras consequências e por isso deve ser punido”, declarou Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB. “Que isso sirva de impulso para a PL 122”, concluiu.

A PL 122 prevê a criminalização da homofobia, acrescentando as expressões “orientação sexual” e “identidade de gênero”, na atual Lei de Racismo (Lei 7.716/89). Lei essa que não protege apenas pessoas negras, já que criminaliza as discriminações e manifestações preconceituosas que vitimem pessoas por sua “raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Orientação sexual é expressão que designa a homossexualidade, a heterossexualidade e a bissexualidade.

No Brasil cerca de 70% dos casos de assassinatos de pessoas LGBT ficam impunes, segundo estudo da Universidade de São Paulo, e sete em cada dez homossexuais brasileiros já sofreram algum tipo de agressão, seja física ou verbal. “Há uma banalidade da homofobia (e transfobia), pois pessoas “normais” se consideram no “direito” de ofender, agredir, discriminar e mesmo matar LGBTs apenas por sua mera orientação sexual ou identidade de gênero” disse Rogério Nunes.

Logo após o debate, no domingo, a hashtag #LevyVocêÉNojento figurou em primeiro lugar nos tópicos mais comentados do Twitter Brasil, tendo rendido mais de 11 mil menções desde o momento em que começou a ser usada e teve grande repercussão em todas as redes sociais, inclusive, com grande número de apoiadores.

Fonte: www.plc122.com.br 

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