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A CTB deu início nesta quarta-feira (10) a seu 1º Seminário de Seguridade Social. Realizado na cidade de São Paulo, o encontro reúne dezenas de sindicalistas de todo o país, com o propósito de se aprofundar e formatar uma posição oficial dos cetebistas a respeito desse tema.

Para o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, a iniciativa de se realizar um Seminário com essa temática está em consonância às resoluções tomadas pela Central em seu 1º Conselho Nacional, realizado no final de julho. “Nosso Conselho Nacional marcou o início de uma nova fase da CTB, mais ousada. Este Seminário já faz parte desse novo ciclo. A Seguridade Social é uma matéria na qual a CTB certamente precisa de uma posição firme, de vanguarda no sindicalismo brasileiro”, afirmou.

Os trabalhos do primeiro dia do Seminário foram coordenados pelo secretário de Políticas Sociais da CTB, Carlos Rogério Nunes, que teve a seu lado a secretária de Previdência e Aposentados, Hildinete Rocha, e o secretário de Saúde e Segurança do Trabalho, Elias Bernardino, além da presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Célia Chaves.

Aprofundamento

Os componentes da mesa pediram a todos um minuto de silêncio em homenagem aos trabalhadores mortos em Salvador no começo desta semana, em decorrência da queda de um elevador. Bernardino citou o caso como emblemático e disse esperar que o Seminário sirva para construir uma nova política com a cara da CTB. “Só assim poderemos enfrentar essas questões em âmbito nacional”, afirmou, sugerindo também que, em médio prazo, seja organizado um encontro sobre Seguridade Social em conjunto com as demais centrais sindicais.

Hildinete Rocha também ressaltou a importância do evento e destacou sua relevância para que a CTB tenha mais bem formulada sua posição contra o fator previdenciário. “Este Seminário será um elemento fundamental para nossa luta contra o fator. Certamente iremos formular aqui uma política que atenda ao conjunto de trabalhadores e trabalhadoras”, disse.

Para Célia Chaves, o Seminário é um evento que veio “já não sem tempo”, ao criticar a forma como a Seguridade Social é tratada na Constituição brasileira. “A gente não consegue ver a Seguridade como uma coisa uníssona. Este Seminário é o início dessa discussão, para termos claro na CTB qual seguridade queremos”, sustentou.

Contextualização

Após os trabalhos iniciais da mesa, os sindicalistas acompanharam a exposição de Reginaldo Muniz Barreto, economista que representou o Dieese. Sua palestra teve como tema a “Seguridade Social para um Projeto de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”.

seguridade-002Para tanto, Barreto fez uma contextualização do momento vivido pelo Brasil e pelo mundo, com destaque para as mazelas causadas pelo neoliberalismo e o desmonte do Estado de bem-estar social construído em diversas nações. Ele destacou o papel desempenhado pelo Brasil nos últimos anos, quando o governo reverteu o papel do Estado em sua economia, com o aumento nos investimentos em seguridade social.

“Temos uma política garantida pela Constituição que garante a Seguridade Social, mas nem sempre a política de governo é mesma”, afirmou o economista. A implantação do fator previdenciário, durante o governo Fernando Henrique, foi um exemplo clássico citado durante a palestra.

Programação

Nesta quinta-feira, os sindicalistas que acompanham o Seminário vêm assistindo a uma série de exposições a respeito de Seguridade Social. Na sexta-feira (12), último dia de atividades, haverá pela manhã um debate final e todos os encaminhamentos.

Clique aqui para conferir a programação completa.

Portal CTB
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