Sidebar

15
Sáb, Jun

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Terminou nesta sexta-feira (15) a 7ª reunião da Direção Plena da CTB Nacional, realizada em São Paulo e iniciada na tarde da quinta-feira (14). A reunião fez um balanço das atividades desenvolvidas ao longo dos últimos meses e serviu para atualizar a agenda de lutas da Central para o próximo período.

7reuniao_direcao

Dezenas de dirigentes estaduais e nacionais debateram os eixos centrais para que os trabalhados da CTB possam avançar ainda mais, na luta em prol da classe trabalhadora, além de analisarem os trabalhos já desenvolvidos pela diretoria nesses últimos meses. “Crescemos e nos consolidamos como uma central classista, democrática e de luta voltada as classes trabalhadoras”, destacou o presidente nacional da CTB, Wagner Gomes.

Durante o encontro os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para fazer uso da palavra e expor os avanços e as dificuldades encontradas ao longo dos últimos meses.

7reuniao_direcao_goncalves

Gonçalves, presidente da CTB-PB, expõe sua opinião

A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Raimunda Gomes, a Doquinha, aproveitou para fazer uma exposição e uma avalição sobre o 1º Encontro Nacional da Mulher, realizado em 30 e 31 de março. “O  encontro conseguiu demonstrar o espirito aguerrido das mulheres e reforçar as bandeiras de luta, colocando na pauta geral da nossa Central as resoluções oriundas da atividade”, destacou Doquinha, que submeteu a aprovação da direção o documento resultante do encontro, aprovado por unanimidade.

Mereceram destaque os depoimentos sobre a demissão de sindicalistas no RN e RJ; e as greves, inclusive dos professores estaduais da Bahia, paralisados desde o dia 11 de abril, e com dificuldades de negociar com o governo.

Outros pontos debatidos na reunião foram a realização do 3º Congresso Nacional da CTB em 2013; a representatividade da Central nos estados; entre outros.

Ao final, os sindicalistas aprovaram por unanimidade o documento contendo as resoluções da reunião.

7reuniao_direcao_votacao

`

Resolução política da 7ª Reunião da Direção Plena da CTB
A 7ª Reunião da Direção Nacional Plena da CTB ocorre num momento de consolidação
e ampliação da Central e concomitantemente à realização do seminário sobre “A
classe trabalhadora e o desenvolvimento nacional”, promovido nos dias 13 e 14 em
parceria com o Centro de Estudos Sindicais (CES). Tendo em vista os resultados do
seminário e da reunião a direção  aprovou a seguinte análise de conjuntura e resolução
política:
1-O mundo ainda vive sob o signo da crise mundial do capitalismo iniciada em
2007 nos Estados Unidos e que agora, no seu sexto ano, tem por epicentro a
Europa. Embora em melhor situação do que muitos outros países, o Brasil
também sofre seus efeitos. A evolução do PIB no primeiro trimestre deste ano
(0,2%, segundo o IBGE) revela a estagnação da economia. O emprego na
indústria caiu 1,4% em abril na comparação anual, pela sétima vez consecutiva,
sinalizando a continuidade do processo de desindustrialização. O nível de
desemprego não subiu, mas a geração de novos postos de trabalho
desacelerou.
2-O governo Dilma vem adotando uma série de iniciativas para estimular a
produção, cabendo destacar a redução da taxa básica de juros e do extorsivo
spread bancário, ampliação do crédito, certa proteção contra a concorrência
estrangeira, linha de crédito especial do BNDES, no valor de R$ 20 bilhões, para
investimentos em infraestrutura nos estados e desoneração tributária. Em
geral, são medidas positivas, com exceção da desoneração da folha, mas
insuficientes para o objetivo de retomar o caminho do crescimento sustentado.
3-Na opinião da CTB é preciso maior ousadia. A política macroeconômica, fiel
aos compromissos assumidos na Carta aos Brasileiros, mantém um forte viés
conservador e reclama mudança. Os juros reais permanecem relativamente
altos; o spread bancário praticado em nosso país configura agiotagem; o
superávit primário, e os cortes decorrentes nos gastos públicos para pagar
juros, restringem a capacidade de investimento público; o câmbio continua
flutuante num ambiente de crescente instabilidade monetária.
4-O sindicalismo classista deve continuar lutando para transformar a crise
numa oportunidade de mudanças mais profundas, cobrando a reorientação da
política macroeconômica, com redução do superávit primário, controle do
câmbio e do fluxo de capitais, taxação e restrição das remessas de lucros e
dividendos ao exterior e maior redução dos juros e do spread bancário.
5- É igualmente indispensável enfrentar obstáculos estruturais ao
desenvolvimento nacional como os gargalos na infraestrutura (transporte,
energia e comunicações), a educação precária, a carência de investimentos em
pesquisas e inovação, a ausência de uma política industrial, entre outros. Isto
requer resgatar e ampliar a capacidade de investimento e planejamento do
Estado, destruída pelo neoliberalismo, e também avançar na direção de reformas democráticas: agrária, urbana, tributária, política, educacional e da
mídia.
6-O desenvolvimento nacional é importante e essencial para o Brasil e a sua
classe trabalhadora, pois dele depende o pleno emprego, a valorização do
trabalho e a conquista efetiva da soberania nacional. Por isto, a CTB e o
movimento sindical brasileiro lutam pelo desenvolvimento nacional, cujo êxito
depende também da integração solidária dos países latino-americanos e da
superação da dependência e rejeição da hegemonia dos EUA no mundo e na
região.
7- Compreende-se também aí o Grito de Alerta contra a desindustrialização da
economia nacional, em aliança pontual com empresários do setor produtivo,
que mobilizou dezenas de milhares de trabalhadores pelo país em março e abril
deste ano.
8-Na agenda por um novo projeto de desenvolvimento com soberania e
valorização do trabalho, aprovada pela 2ª Conclat, as bandeiras da nossa classe
trabalhadora têm lugar de destaque e são consideradas essenciais ao
fortalecimento do mercado interno. O desenvolvimento, que é produto do
trabalho, deve servir ao ser humano. Neste sentido a CTB reitera e reafirma a
necessidade de intensificar, em unidade com as outras centrais e os
movimentos sociais, a mobilização popular e a luta em torno de bandeiras
históricas e imediatas da classe trabalhadora brasileira como a reforma agrária
e fortalecimento da agricultura familiar, a redução da jornada de trabalho sem
redução de salários, o fim do fator previdenciário e a valorização das
aposentadorias, a regulamentação da terceirização de acordo com o projeto
das centrais e Ministério do Trabalho, a ratificação das convenções 158 e 151
da OIT.
9-A CTB também orienta os sindicalistas e as bases trabalhadoras a participar
ativamente das eleições municipais convocadas para outubro deste ano com o
propósito de eleger prefeitos e vereadores identificados e comprometidos com
os interesses do povo brasileiro e as bandeiras da nossa classe. A CTB deve
elaborar e apresentar uma plataforma classista aos candidatos e candidatas da
classe trabalhadora, tendo por base as propostas sobre municipalidade
aprovadas na 2ª Conclat, abordando problemas relativos à saúde, educação,
seguridade, saneamento, mobilidade urbana, segurança, habitação,
funcionalismo, gestão e orçamento público, entre outros.
São Paulo, 15 de junho de 2012
Direção Plena da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Resolução política da 7ª Reunião da Direção Plena da CTB

A 7ª Reunião da Direção Nacional Plena da CTB ocorre num momento de consolidação e ampliação da Central e concomitantemente à realização do seminário sobre “A classe trabalhadora e o desenvolvimento nacional”, promovido nos dias 13 e 14 em parceria com o Centro de Estudos Sindicais (CES). Tendo em vista os resultados do seminário e da reunião a direção  aprovou a seguinte análise de conjuntura e resolução política:

 1- O mundo ainda vive sob o signo da crise mundial do capitalismo iniciada em 2007 nos Estados Unidos e que agora, no seu sexto ano, tem por epicentro a Europa. Embora em melhor situação do que muitos outros países, o Brasil também sofre seus efeitos. A evolução do PIB no primeiro trimestre deste ano (0,2%, segundo o IBGE) revela a estagnação da economia. O emprego na indústria caiu 1,4% em abril na comparação anual, pela sétima vez consecutiva, sinalizando a continuidade do processo de desindustrialização. O nível de desemprego não subiu, mas a geração de novos postos de trabalho desacelerou.

 2 - O governo Dilma vem adotando uma série de iniciativas para estimular a produção, cabendo destacar a redução da taxa básica de juros e do extorsivo spread bancário, ampliação do crédito, certa proteção contra a concorrência estrangeira, linha de crédito especial do BNDES, no valor de R$ 20 bilhões, para investimentos em infraestrutura nos estados e desoneração tributária. Em geral, são medidas positivas, com exceção da desoneração da folha, mas insuficientes para o objetivo de retomar o caminho do crescimento sustentado.

 3 - Na opinião da CTB é preciso maior ousadia. A política macroeconômica, fiel aos compromissos assumidos na Carta aos Brasileiros, mantém um forte viés conservador e reclama mudança. Os juros reais permanecem relativamente altos; o spread bancário praticado em nosso país configura agiotagem; o superávit primário, e os cortes decorrentes nos gastos públicos para pagar juros, restringem a capacidade de investimento público; o câmbio continua flutuante num ambiente de crescente instabilidade monetária.

 4 - O sindicalismo classista deve continuar lutando para transformar a crise numa oportunidade de mudanças mais profundas, cobrando a reorientação da política macroeconômica, com redução do superávit primário, controle do câmbio e do fluxo de capitais, taxação e restrição das remessas de lucros e dividendos ao exterior e maior redução dos juros e do spread bancário.

5 - É igualmente indispensável enfrentar obstáculos estruturais ao desenvolvimento nacional como os gargalos na infraestrutura (transporte, energia e comunicações), a educação precária, a carência de investimentos em pesquisas e inovação, a ausência de uma política industrial, entre outros. Isto requer resgatar e ampliar a capacidade de investimento e planejamento do Estado, destruída pelo neoliberalismo, e também avançar na direção de reformas democráticas: agrária, urbana, tributária, política, educacional e da mídia.

 6 - O desenvolvimento nacional é importante e essencial para o Brasil e a sua classe trabalhadora, pois dele depende o pleno emprego, a valorização do trabalho e a conquista efetiva da soberania nacional. Por isto, a CTB e o movimento sindical brasileiro lutam pelo desenvolvimento nacional, cujo êxito depende também da integração solidária dos países latino-americanos e da superação da dependência e rejeição da hegemonia dos EUA no mundo e na região.

 7 - Compreende-se também aí o Grito de Alerta contra a desindustrialização da economia nacional, em aliança pontual com empresários do setor produtivo, que mobilizou dezenas de milhares de trabalhadores pelo país em março e abril deste ano.

8 - Na agenda por um novo projeto de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho, aprovada pela 2ª Conclat, as bandeiras da nossa classe trabalhadora têm lugar de destaque e são consideradas essenciais ao fortalecimento do mercado interno. O desenvolvimento, que é produto do trabalho, deve servir ao ser humano. Neste sentido a CTB reitera e reafirma a necessidade de intensificar, em unidade com as outras centrais e os movimentos sociais, a mobilização popular e a luta em torno de bandeiras históricas e imediatas da classe trabalhadora brasileira como a reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias, a regulamentação da terceirização de acordo com o projeto das centrais e Ministério do Trabalho, a ratificação das convenções 158 e 151 da OIT.

9 - A CTB também orienta os sindicalistas e as bases trabalhadoras a participar ativamente das eleições municipais convocadas para outubro deste ano com o propósito de eleger prefeitos e vereadores identificados e comprometidos com os interesses do povo brasileiro e as bandeiras da nossa classe. A CTB deve elaborar e apresentar uma plataforma classista aos candidatos e candidatas da classe trabalhadora, tendo por base as propostas sobre municipalidade aprovadas na 2ª Conclat, abordando problemas relativos à saúde, educação, seguridade, saneamento, mobilidade urbana, segurança, habitação, funcionalismo público, gestão e orçamento público, entre outros.

São Paulo, 15 de junho de 2012

Direção Plena da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)


Cinthia Ribas e Paula Farias – Portal CTB

 

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.