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Em sua 13ª reunião, realizada nos dias 10 e 11 de abril em São Paulo, a Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizou um rico debate sobre a conjuntura e aprovou a seguinte resolução:

1- Observa-se nesses dias por todo o mundo, como desdobramento da crise do sistema capitalista e imperialista, a crescente radicalização da luta política e dos conflitos internacionais, cabendo destacar neste sentido os acontecimentos em curso na Ucrânia e na Venezuela, vítima de uma ofensiva golpista comandada pelos EUA e a extrema direita local.

2- O Brasil sofre os efeitos da crise e da política econômica conservadora, subordinada aos interesses da oligarquia financeira, que condena o país ao baixo crescimento, à desnacionalização e desindustrialização.

3- É preciso assinalar que as consequências da crise foram sensivelmente amenizadas pela política de valorização do salário mínimo, que resultou da luta das centrais sindicais, e transferência de renda aos mais pobres, adotadas pelos governos Lula e Dilma. Essas medidas fortaleceram o mercado interno e impediram a recessão e o desemprego em massa. O Brasil exibe hoje, em contraste com a grande maioria dos países capitalistas, uma das menores taxas de desemprego do planeta.

4- As eleições convocadas para outubro adquirem, neste contexto, uma importância extraordinária para os destinos do país e da América Latina. A classe trabalhadora e o movimento sindical não podem ficar à margem da grande batalha que se avizinha.

5- A CTB deve atuar com independência tendo por objetivo derrotar as forças do retrocesso neoliberal, lideradas pelo PSDB, e apoiar as candidaturas comprometidas com a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento orientado para a valorização do trabalho, defesa da soberania e da democracia.

6- Cumpre destacar a unidade das centrais sindicais em defesa das bandeiras históricas da nossa classe trabalhadora novamente demonstrada na grande manifestação realizada em São Paulo no dia 9 de abril e nos inúmeros atos em defesa da democracia e condenação ao golpe militar de 1964, que completou 50 anos no dia 1º de Abril, um golpe do imperialismo e das elites empresariais brasileiras contra o povo e a classe trabalhadora brasileira.

7- A Direção Nacional da CTB vai encaminhar aos candidatos progressistas à Presidência uma carta com as propostas do sindicalismo classista, salientando a necessidade de mudanças da política econômica, com redução dos juros, fim do superávit primário, controle do câmbio, taxação das remessas de lucros, combate à desnacionalização e desindustrialização, reformas estruturais (reforma agrária, reforma política, reforma da mídia, reforma urbana, reforma educacional, reforma do Judiciário e reforma tributária), apoio à integração dos países latino-americanos e caribenhos, mais investimentos em saúde e educação pública, fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, fortalecimento da agricultura familiar e outras reivindicações que compõem a Pauta Sindical.

São Paulo, 11 de abril de 2014
Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

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