23
Seg, Out

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) devem aceitar hoje, em 38 assembleias realizadas nas unidades espalhadas no País, as propostas da companhia referentes ao acordo salarial. A apuração das votações será concluída na segunda-feira, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Valter Endres.

"Estamos formando as assembleias hoje com indicativo de aprovação", disse o sindicalista.

Exatamente um mês após o primeiro dia de greve feita pelos trabalhadores durante 13 dias (os funcionários da Embrapa entraram em greve no dia 2 do mês passado e, no dia 15, suspenderam o movimento, porque, segundo o Sinpaf, havia uma sinalização de avanço das negociações), o reajuste salarial proposto pela companhia ontem, durante reunião com o sindicato, foi de 6% retroativo a 1º de maio.


Inicialmente, a proposta era de 4,50% e, em seguida, passou para 5,53% - porcentual acumulado do Índice de Praços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses até maio. A oferta é bem inferior à taxa solicitada pelo Sinpaf, de 15%, mas deve ser acatada. "Queríamos aumento real de salário. A oferta agora foi pequena, mas não dá para dizer que não tivemos", afirmou Endres.


A maior vitória dos trabalhadores, porém, diz respeito à base de cálculo estipulada para o pagamento do adicional de insalubridade. A Embrapa insistia em usar como referência o salário mínimo, enquanto o sindicato buscava ter o salário-base dos trabalhadores como paradigma. O que ficou acertado entre as duas partes ontem é que a referência seria o salário do assistente B, de R$ 1.649,01, sem o reajuste. O valor servirá para o pagamento de adicional de todos os funcionários que podem receber o benefício. "Com isso, cessamos a discussão", comentou Endres. "A saúde dos trabalhadores terá o mesmo preço, independente do cargo que ocupe dentro da empresa", completou.


Os funcionários da Embrapa também conseguiram obter reajustes acima da inflação no caso de tíquete alimentação (11,76%), auxílio creche (6,82%), auxílio para dependentes portadores de necessidades especiais (7,41%). A empresa ofereceu também abono de cinco dias durante o período de greve. Em relação aos demais, haverá livre negociação entre o sindicato e as chefias de unidades da empresa.

Em protesto contra nova lei trabalhista, movimento sindical prepara ato nacional     10 de novembro