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Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso decidiram nesta segunda-feira (06.07), em assembléia geral extraordinária, realizar um dia de paralisação para reivindicar a valorização dos servidores, o não achatamento salarial e o pagamento de passivos trabalhistas atrasados, como a URV. Uma comissão foi formada para reforçar a mobilização dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e na próxima segunda-feira (13) uma nova assembléia definirá a data de paralisação, inicialmente será um dia de protesto, o ‘Dia do Abraço no TJ’.

Como manifesto, os funcionários vão dar um ‘abraço’ no prédio do Tribunal de Justiça, eles pretendem se unir e de mãos dadas fechar o quarteirão em volta da sede que representa o Poder Judiciário do Estado. “O abraço é um ato simbólico, uma forma de mostrar para a sociedade que os trabalhadores não concordam com as irregularidades existentes e querem mais respeito com o cidadão e com os servidores”, afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues.

A assembleia aprovou ainda o pedido de providência junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ‘travar’ ou impedir o concurso público para ingresso na magistratura de carreira do Estado (juiz) em Mato Grosso. Segundo informações de servidores, o concurso está em andamento, em fase de elaboração do edital. O que os funcionários exigem é que antes de se contratar mais juízes o TJ faça a convocação dos servidores aprovados para reserva de vagas.

“Não adianta mandar juiz para uma comarca se não tiver servidor para trabalhar. No Fórum de Cuiabá hoje é grande o número de estagiários, são poucos funcionários de carreira. Os juízes estão reclamando de falta de servidor”, destacou o presidente do sindicato.

URV

O caso do pagamento de passivos atrasados conhecido como URV, trata-se de uma questão judicial em que os servidores provaram que foram prejudicados na conversão da moeda corrente de Unidade de Valor Real (URV) para Real, em 1994. A data de referência foi fixada, genericamente, em 1º de março de 1994. Ocorre que muitos funcionários recebiam, ou fariam jus a receber, o salário dentro do próprio mês trabalhado. Nesses casos, os tribunais superiores chegaram a um consenso que os servidores teriam sido prejudicados, com uma perda monetária de 11,98%, esse índice foi resposto ao salário desde janeiro, mas o montante das perdas anteriores referentes aos 15 anos ainda não foi paga pelo Tribunal de Justiça.

“Nós estamos aguardando esse pagamento é um direito que nós conquistamos e o TJ diz que não tem verbas para pagar, mas diante do pagamento milionário de direitos de magistrados, nós acreditamos que eles terão também condições de quitar os direitos dos funcionários”, afirmou Rosenwal Rodrigues.

A próxima assembleia será na segunda-feira (13.07), às 13 horas.

Portal CTB com Agências

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