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Ter, Out

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Os 1,2 mil servidores da Previdência Social na Bahia entraram, nesta quinta-feira, 9, no 25º dia de paralisação e fizeram uma manifestação em Salvador. Vestidos de preto, com apitos, carro de som e bonecões, eles saíram, no começo da manhã, do posto das Mercês carregando um caixão que simbolizava o ministro da Previdência José Barroso Pimentel. O cortejo seguiu até a Praça da Sé, em frente à Gerência Executiva do órgão, onde foi realizado o “enterro“.

A alusão ao ministro, explicou o diretor do Sindicato dos Previdenciários, Edvaldo Santa Rita, deveu-se a inércia deste, que não sentou com o comando de greve sequer uma vez para negociar. O movimento foi deflagrado contra a resolução nº 65, que entrou em vigor no último dia 1º de junho e prevê mudança na carga horária de trabalho, que passa de 30 para 40 horas semanais.

De acordo com os trabalhadores, o incremento na carga horária não teria equivalente salarial, e os servidores que optarem por continuar trabalhando por 30 horas semanais terão redução proporcional dos dividendos. Edvaldo Santa Rita garante que estão sendo mantidos os 30% do efetivo, dedicados exclusivamente à realização de perícias médicas. Estão suspensos, entre outros serviços, as concessões de auxílio maternidade, aposentadoria, verificação do tempo de serviço e emissão de certidão negativa.

As negociações estão sendo intermediadas pela liderança do governo na Câmara Federal. Outro ponto de impasse são os dias parados, considerados como falta injustificada pelo governo. Os grevistas são favoráveis à reposição dos dias parados aos sábados e até mesmo domingos.


Sindicato convoca professores da rede estadual para aderirem à greve

Segundo o presidente do Sintepe, Heleno Araújo, ameaça de corte dos salários feita pelo Governo não deve intimidar a categoria; alunos voltaram às aulas nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira (9), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) convocou os professores da rede estadual a participar da paralisação por tempo indeterminado.
O reinício das aulas dos colégios depois do recesso escolar estava marcado para esta quinta, mas muitos estudantes acabaram frustrados por não encontrar professores em salas de aula.

O Governo do Estado não aprovou a greve e anunciou medidas duras para garantir que os estudantes não sofram atrasos no calendário escolar. “Os professores que anunciarem algum tipo de movimento grevista terão seus dias descontados, devidamente apurados pelas escolas”, disse o secretário de Administração do Estado, Paulo Câmara.

“Seu pagamento também só será efetuado no dia 5 de agosto, enquanto os não-grevistas receberão em julho. Professores com contrato temporário que aderirem terão os contratos rescindidos e o Estado vai providenciar outros profissionais para substituí-los”.

Os professores querem que o estado adote o novo piso salarial da categoria. Com isso, um professor de nível médio que trabalha 30 horas por semana e hoje ganha R$ 950, passaria a receber R$ 1.132.

De acordo com presidente do Sintepe, Heleno Araújo, as punições anunciadas pelo Governo não devem desestimular os professores que aderirem à greve. “Vamos continuar firmes na nossa luta, buscando esse reajuste, para de forma mais rápida atendermos os estudantes”.
O Governo do Estado informou ainda que adotou o corte no salário dos grevistas por considerar que o sindicato dos professores desrespeitou um acordo firmado com a categoria que já previa o reajuste dos salários.
Tanto o Sindicato dos Professores quanto a Secretaria de Educação do estado prometem divulgar, nesta tarde, números sobre a quantidade de professores que aderiram ou não à greve.

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