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Ter, Out

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Dezessete dias depois de deflagrada greve parcial na rede municipal de saúde de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador), o Sindicato da categoria e a prefeitura ainda não entraram em acordo. Os grevistas querem reajuste salarial na ordem de 18,5%, mas o município oferece somente 5,45% para nível médio e nenhum reajuste para o nível superior. 

As rodadas de negociação começaram com a proposta sindical de 30% de reajuste, caindo para 20% e, por fim, para os atuais 18,5%. Para agravar o quadro, a delegacia Regional do Sindsaúde, sindicato que representa a categoria, anunciou uma paralisação geral nesta quinta, 6, e sexta-feira, 7, de agosto, em 29 dos 36 postos de saúde do município, suspendendo o efetivo mínimo de 30% das atividades.


Desta forma, somente oito unidades de saúde na sede e na zona rural devem atender plenamente já que o corpo funcional das mesmas não é terceirizado. Toda a demanda foi transferida para os pronto-socorros dos hospitais de Base e Santa Casa.


Por causa da greve, mais de 500 atendimentos e procedimentos são suspensos diariamente nas unidades municipais de saúde. A zona rural tem 15 unidades, sendo que apenas cinco ofereciam atendimento. Na sede, todas as 21 unidades operavam em esquema de rodízio.


A decisão de suspender o atendimento foi tomada em assembléia nesta quarta-feira, 5, no Salão Paroquial Dom Vital. O delegado regional do Sindsaúde, Cezar Nolasco, alega que a decisão de paralisar todo o atendimento é uma advertência “para que a Prefeitura restabeleça as negociações”.


Nolasco antecipou que a categoria - composta por 366 profissionais, entre médicos, dentistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem - estará em assembléia permanente. A greve também está sendo discutida em outras instâncias, a exemplo do Ministério do Trabalho, após provocação do Sindsaúde e Sindimed, Sindicato dos Médicos.

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