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Qui, Jan

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A Coordenação Nacional de Servidores Públicos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB - realizou sua terceira reunião em Salvador nos dia 14 e 15 de Dezembro, antecedendo a reunião da direção nacional da CTB.

 

A reunião teve como principal ponto de pauta a organização deste importante segmento de trabalhadores e as dificuldades de sua organização pela ausência de lei especifica que regule a organização sindical no serviço público.

Atualmente, segundo o Dieese, embasado nos dados da RAS, os trabalhadores do setor público federal totalizam 931.919; no setor público estadual são 3.267.346; na esfera municipal 4.475.947, perfazendo um total geral de 8.675.212 (oito milhões seiscentos e setenta e cinco mil e duzentos e doze trabalhadores). Este contingente corresponde a 9,7% dos ocupados e 23% dos empregados formais.

A Coordenação Nacional de Servidores Públicos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil - CTB - participou, ainda, nos dias 16 e 17 e de dezembro em Brasília do seminário intitulado "Servidor Público: Organização Sindical e Negociação Coletiva", realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre os temas discutidos estavam a liberdade e autonomia sindical, a organização e negociação no serviço público e os parâmetros para regulamentação da organização sindical.

Este ciclo foi importante para o conjunto dos servidores públicos na medida em que concluiu que é preciso a elaboração de normas próprias para a realidade dos servidores, uma vez que a legislação que se aplica ao setor privado não se aplica ao setor público. Para tanto, ao final do ciclo ficou definida a formação de um grupo de trabalho formado por representantes de todas as centrais sindicais para voltar a debater as questões da organização sindical e negociação coletiva. O objetivo é que o Ministério e representantes das centrais possam definir um modelo a ser seguido que poderá suscitar uma proposta de lei regulando o setor.

 

CTB faz a diferença no seminário

A CTB tem a compreensão e a exata noção da complexidade e especificidade da realidade da organização do setor público e, com o objetivo de dar início a este debate, propôs a realização de um amplo Fórum de Centrais Sindicais tendo, também, a participação da Conlutas e Intersindical.

O fórum deve acontecer nos dias 15 e 16 de Janeiro na cidade de São Paulo. Está sendo convocado por todas as Centrais, exceto a CUT, que ainda não decidiu se participará ou não por discordar da paridade entre as representações e ser contra a participação da Conlutas e Intersindical.

A CTB reivindicou a participação destes dois agrupamentos por acreditar que esta discussão, mesmo sem consenso, deve ser um socializador das diversas opiniões de todos as forças que atuam no Serviço Público Brasileiro.

A reunião deverá definir as estratégias de ação para construção de propostas de organização e de negociação coletiva no setor público.

2009: ano de luta e organização dos trabalhadores do setor público

Como podemos ver, 2009 deve ser um ano de resistência e de construção de alternativas progressitas para os trabalhadores, em especial para os que atuam nos serviços públicos, que são os principais alvos da privatização e tercerização.

Vida longa para uma Central que ousa desafiar os poderosos que se acham na vanguarda, detentores e guardiões de todas opiniões dos servidores.

Diferentemente, a CTB atua no sentido de contribuir para que os trabalhadores do setor público adquiram uma identidade política e uma consciência de classe trabalhadora, através da organização sindical, entendendo que a construção de identidade se dá na relação com o outro, nas diferenças e semelhanças e nas relações sociais em que o grupo se vê envolvido.

Só a partir da construção dessa identidade de classe, do compartilhamento de experiências e vivências serão construídas alternativas para o setor público que atenda as suas necessidades e não através da imposição das vontades de cúpulas.

CTB atua também na organização internacional do serviço público

Também, com este mesmo intuito, foi realizada dia 9 de dezembro, no Rio de Janeiro,   uma reunião com o representante da União Internacional de Sindicatos - UIS, da Federação Sindical Mundial – FSM, que está reorganizando mais uma UIS que é uma união de sindicatos em âmbito mundial. Será uma organização que trabalhará com autonomia de gestão e está se propondo a organizar os Servidores Publicos da América  e tambem internacionacionalmente com um corte de classe, tendo em vista que a visão da FSM é de democracia e em defesa de um mundo democrático/socialista e de oportunidade para todos, querendo ser uma alternativa para ao sindicalismo social-democrata, que visa a conciliação de classes, propondo trabalhar no sentido de superar o capitalismo. Trata-se de uma proposta nova, que com certeza estaremos ajudando a construir.

O relatório desta reunião que ocorreu no Rio de Janeiro (com a presença do representante da FSM e responsável pela UIS de Serviços Publico, de dirigentes da CTB e CGTB, que também é filiada à FSM e de Servidores Públicos ligados à CTB do Rio de Janeiro) está em fase de elaboração e em breve estaremos divulgando para o coletivo de servidores publicos

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