Sidebar

17
Qui, Jan

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

A CTB participou nesta segunda (11), no Senado, da audiência que debateu o PLP 257/2016, projeto apresentado pelo Governo Federal para refinanciar a dívida pública dos estados e municípios. A reunião teve a participação de 21 entidades, entre elas as que assinaram o manifesto, construído no último dia 7, pelo Movimento Nacional Permanente Contra o PLP 257/2016, integrado pela CTB e diversas centrais. Se aprovada, a proposta, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, terá efeito devastador na vida de servidores públicos de todas as esferas de poder. O PLP 257 representa ameaças como o congelamento de salários dos empregados públicos, aumento da precarização e da terceirização dos serviços, elevação das alíquotas previdenciárias, privatizações, enfraquecimento de programas sociais, suspensão de concursos públicos, entre outros.


O encontro, ocorrido na Comissão de Direitos Humanos da Casa, ainda discutiu o Projeto de Lei do Senado (PLS) 561/2015 que, na opinião da CTB e de todas as organizações presentes, é uma alternativa viável e pode substituir o PLP 257, pois solucionaria o problema das dívidas sem prejudicar os trabalhadores e o País. O PLS em questão, apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece novo índice de cálculo para atualização monetária dos débitos.


“Nós da CTB já manifestamos apoio ao PLS 561, pois o projeto é uma alternativa viável e tem uma lógica interessante - renegocia, tira os juros exorbitantes que deixam as dívidas públicas impagáveis e não prejudica os trabalhadores, não faz cortes nem gera punições aos estados, caso não cumpra as metas fiscais estabelecidas, como o PLP 257”, disse João Paulo Ribeiro, Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

JP informou que a adesão da categoria à luta contra a proposta, classificada por ele como nefasta, aumenta a cada dia. O dirigente confirmou que a reativação da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, marcada para o próximo dia 14, no auditório Nereu Ramos, foi adiada. O motivo foram as restrições de acesso à Câmara, em face da análise do processo de impeachment da presidenta Dilma. No entanto, segundo João Paulo, o movimento promoverá um evento com as entidades durante todo o dia no Hotel Nacional, em Brasília, e atos de protesto contra o PLP 257 em diversas regiões do País.

“Nesse dia faremos atos em todos os estados. Infelizmente, por conta da ordem dada pelo presidente da Câmara, não poderemos fazer o relançamento da frente, mas faremos um debate, uma plenária ampliada e vamos nos preparando para derrubar esta proposta. Estamos indo para o enfrentamento. A CTB atua na defesa intransigente dos trabalhadores. Se preciso for, paramos o Brasil para que este projeto nefasto, de ajuste fiscal, que pune o trabalhador do serviço público não passe”, destacou JP.


Na última semana, o DIEESE divulgou uma Nota Técnica identificando os elementos do PLP 257 que atingem o serviço público e os trabalhadores dos diversos poderes e esferas.



De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB
Foto: Júlio Fernandes

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.