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Uma manifestação nesta quinta-feira (13), em Brasília, organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), pediu um judiciário mais justo e comprometido com a classe trabalhadora brasileira.

O protesto, que teve a participação de servidores públicos de todo o País, começou no início da tarde, com uma concentração ao lado do Ministério do Planejamento e seguiu em marcha até o STF.

Os servidores pediram ainda a revogação da EC 95/16, da reforma trabalhista, o direito à greve, negociação coletiva e data-base dos servidores. A mobilização ocorreu no momento em que a ministra Cármen Lúcia encerrou seu mandato como presidente da Côrte. 

A cerimônia de posse do ministro Dias Toffoli, eleito no mês passado para assumir o comando do STF, começou às 17h de hoje, com a presença de Michel Temer e seus ministros. Dias Toffoli se formou em Direito em 1990 e chegou ao STF em 2009 por indicação do então presidente Lula. Toffoli já advogou em São Paulo, foi professor em Brasília e advogado-geral da União. Luiz Fux, de 65 anos, tomará posse como vice-presidente do STF.

"A troca de direção no STF não muda muita coisa. Toffoli tem renegado o seu passado histórico de um advogado classista, defensor dos trabalhadores para representar os interesses da elite. Ultimamente, todas as suas decisões têm sido contrárias à classe trabalhadora", disse o Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro (JP).

Ele afirma que o STF "não é mais uma casa aonde se defendem as leis, mas um espaço aonde se faz acordos escusos com a elite e o empresariado. Não dá para criar expectativas. Assim como temos um Congresso conservador, voltado aos interesses econômicos, o STF não tem sido diferente. Nossa esperança é mudarmos essa realidade através do voto e da pressão nas ruas, como atos como esse que fizemos agora", pontuou JP.

De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

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