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Dom, Jun

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Os servidores municipais de Belo Horizonte estão em greve desde o dia 23 de junho. Ainda não há balanço geral. Segundo o Sindibel, sindicato dos servidores, na área da saúde, o índice de adesão é de 70%.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 26%, mesmo índice dado ao prefeito e ao primeiro escalão. Eles ainda querem ticket refeição de R$ 15.

Foto: arquivo Sindibel
Servidores em passeata pelas ruas de BH - Foto: Sindbel

Apesar de os salários de trabalhadores estarem congelados, os vencimentos do prefeito Marcio Lacerda (PSB), que eram de R$ 15,9 mil, passaram para R$19 mil no início deste ano.

A greve exclui os médicos, que negociam por meio do sindicato da categoria. Mas segundo relatos, em unidades de pronto-atendimento, eles acabaram cruzando os braços, devido à falta de enfermeiros e de assistentes.

A greve também é uma crítica ao modelo de gestão neoliberal de Lacerda e à contradição entre o discurso de uma “estrutura enxuta” e o excesso de cargos comissionados.

O Sindibel ainda critica o excesso de terceirização e de estagiários na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Segundo Célia Lélis, diretora do sindicato, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) só funciona “porque cerca de 80% dos trabalhadores são terceirizados”.

Ainda de acordo com a sindicalista, somente na área administrativa da PBH, existem 4 mil jovens estagiários. “Ao invés de estarem se qualificando, na realidade estão ocupando postos de trabalho”, afirmou.

Em declaração à imprensa local, Lacerda ameaçou cortar ponto dos trabalhadores, e disse que não descarta entrar na justiça, para impedir o movimento.

O Sindibel informou que a única medida que cabe à prefeitura é cortar os dias trabalhados. Segundo material divulgado, “a falta em greve é justificada, não podendo causar qualquer prejuízo ao servidor para efeito de contagem de tempo de férias-prêmio, aposentadoria, avaliação de desem­penho ou avaliação para estágio probatório”.

Os servidores também questionam o congelamento de salários dos trabalhadores, justificado como uma resposta aos efeitos da crise econômica.

Em 27 de junho, os trabalhadores da PBH realizam nova assembléia. O evento ocorrerá na sede da Igreja de Cristo, situada à Avenida dos Andradas, nº 555, Bairro Centro.

(Verônica Pimenta para o Portal CTB)
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