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09
Dom, Dez

União Brasileira de Mulheres

  • 8 de Março: Dia Internacional da Mulher

    A luta pela emancipação feminina é uma das principais para o avanço da democracia brasileira, e a melhoria de vida da classe trabalhadora passa por colocar mais mulheres no poder. O Dia Internacional da Mulher tem grande peso no calendário de mobilizações da CTB, mas a luta continua o ano inteiro - seja por meio da nossa publicação "Mulher de Classe", seja por meio dos encontros e seminários que organizamos mês a mês. E sem esquecer da luta da mulher negra, que enfrenta cumulativamente o racismo e o machismo no cotidiano.

  • Acaba de ser preso o suspeito de matar a jovem feminista Débora Soriano

    A militância feminista da capital paulista, com apoio das redes sociais, conseguiu ajudar a polícia a localizar e prender Willy Gorayeb Liger, na cidade de Ubaitaba, no interior da Bahia como suspeitavam os policias do 18º Distrito Policial, no bairro da Mooca, em São Paulo.

    Liger é o único suspeito de ter estuprado e assassinado brutalmente a jovem militante feminista Débora Soriano, de apenas 23 anos, no dia 14 de dezembro em bar do bairro da Mooca. De acordo com reportagem da revista CartaCapital, o proprietário do bar, Delano Ruiz Liger, primo do acusado, foi quem o denunciou à polícia.

    Na quarta-feira (21) a União Brasileira de Mulheres do município de São Paulo fez ampla divulgação da foto do suspeito. Em dois dias o rapaz de 27 anos, que já tinha mandado de prisão por acusação de estupro foi preso pela Polícia Civil de Ilhéus.

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    Divulgada a foto de suspeito de ter assassinado Débora Soriano, de apenas 23 anos

    Até quando as famílias continuarão chorando a morte de suas filhas por causa do machismo?

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Reprodução/Facebook

  • CTB-MG lamenta falecimento de Gilse Consenza, referência na luta pela democracia

    A vida é feita de partidas e chegadas. Nesta noite de 28 de maio de 2017, encerra-se um dos mais belos capítulos da história das mulheres na luta pela democracia no Brasil: nossa grande guerreira Gilse Cosenza faleceu após uma dura luta contra o câncer.

    Dia 1º de Abril de 1964 – dia do Golpe Militar no País, a caloura Gilse, que havia sido aprovada em 1º lugar para Serviço Social na PUC Minas, ingressa na luta contra a repressão. Como líder estudantil, foi presa e torturada. Permaneceu por longo período na clandestinidade, mudou de nome inúmeras vezes e lutou de forma aguerrida pelos direitos da mulher.

    Integrante de uma lista de 17 estudantes onde era a única mulher do grupo, foi considerada perigosa pelos militares pelo fato de ser progressista e inteligente. Depois de formada, foi obrigada a fugir e viver na clandestinidade. Mesmo grávida, continuou ativa na militância e, em uma das reuniões, sua bolsa rompeu e foi levada ao Hospital das Clínicas onde descobriu que estava grávida de gêmeas. @s companheir@s que a acompanhavam conseguiram um médico progressista para fazer o parto, pois ali ela poderia ser descoberta e presa pelo regime militar.

    Depois de quinze dias, uma das gêmeas morreu e Gilse ficou apenas com uma das meninas – sua filha, Juliana. Quando a pequena completou quatro meses de idade, Gilse foi presa pela ditadura e submetida barbaramente a torturas físicas e psicológicas. Os militares a ameaçavam dizendo que iriam pegar sua filha Juliana e torturá-la caso não colaborasse com os inquéritos. Jamais colaborou. Após todo o sofrimento, conseguiu ser libertada, foi para São Paulo reencontrar o marido e a filha, mas obrigada a continuar na clandestinidade.

    Foi, então, convidada a recompor o PCdoB no Ceará, onde permaneceu anos na presidência do partido no estado. Com a mesma dedicação e disposição de luta, se empanhava na luta feminista. Tivemos a honra de sermos lideradas por ela na presidência da UBM no período de 1991 a 1997.

    Gilse suportou cicatrizes, medos e incertezas com coragem e sem se curvar diante da luta. Diante de sucessivos desafios, manteve-se sempre de peito aberto no decorrer da sua existência que, hoje, infelizmente, chegou ao fim. Gilse Cosenza viverá para sempre em nossos corações, iluminando os nossos passos em defesa das mulheres, do Brasil e democracia!

    28 de maio de 2017
    União Brasileira de Mulheres

    Da CTB-MG

  • CTB-SP debate em seminário como dar dignidade ao povo negro no mundo do trabalho

    A Secretaria da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Paulo (CTB-SP) realiza o seminário “Dignidade ao Povo Negro no Mundo do Trabalho”, nesta quinta-feira (16), às 19h na sede do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo (rua das Carmelitas, 149, centro, São Paulo).

    “Este seminário faz parte das atividades do Mês da Consciência Negra (novembro) com o objetivo de colocar as questões que afligem a população negra, marginalizada pela sociedade, inclusive no mundo do trabalho”, diz Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP.

    Helena Mascarenhas Ferraz, advogada e membro da Comissão de Direitos Infanto-juvenis da OAB- Sorocaba, falará sobre “Racismo e Injúria Racial: Definições e Diferenças”. Já o tema da outra palestrante, Flávia Costa, dirigente nacional da União Brasileira de Mulheres e da União de Negros pela Igualdade, será “Os Efeitos Colaterais do Golpe no Cotidiano da Mulher Negra e Periférica”.

    Para Gomes, “vivemos um momento de resistência, acumulando forças acabarmos com o racismo, o ódio, e a violência”. Ela explica ainda que o seminário serve também como um esquenta para a 14ª Marcha da Consciência Negra que tem o tema “Contra o Racismo, o Genocídio, por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro” (confirme presença pelo Facebook).

    No final haverá apresentação da companhia de dança afro-brasileira Abayomi'n, de Sorocaba, interior de São Paulo (conheça o grupo pela página do Facebook oficial). Gomes afirma que “é importante ter apresentação cultural para sairmos do lugar comum e mostrarmos que a cultura brasileira é diversificada e por isso espetacular”.

    “Somos a maioria da população, mas temos pouquíssimos representantes políticos, não nos querem nas universidades, nem nos empregos de melhor qualificação, muito menos em cargos de chefia, por isso precisamos conhecer a nossa realidade, a nossa história e juntos derrotarmos o racismo”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Efeitos colaterais do racismo

    Neste 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra -, as constatações que apesar de estarmos no século 21, tudo muda e nada muda, se evidencia ainda mais, com a exacerbada perda de direitos.

    Direitos civis arduamente defendidos, se esvaem, com um simples acordo de “família”, acordo que em primeira instância golpeou a primeira presidenta do Brasil, mas que logo depois, vimos que o golpe era contra todos, mais com maior intensidade prejudicou a vida da população negra e mais precisamente, na vida das mulheres negras.

    A reforma trabalhista, que tira 200 itens de seguridade da classe trabalhadora, se constitui como um atentado à vida das mulheres. Trabalho intermitente, precarização, acordos dialogados diretamente com patrões. Neste jogo quem ganha? Sem sombras de dúvidas é o patronato, pois a falta de comida no prato, o desemprego, a falta de atendimento nos postos de saúde, o sucateamento dos serviços de administrações públicas, decaem diretamente sobre a população, mais especificamente sobre as negras.

    Em 18 de novembro de 2015, marchávamos "Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver", foram 50.000 mulheres que marcharam em defesa da vida das mulheres negras, mas também em defesa de um Brasil melhor. De lá para cá o que podemos observar é que o golpe se concretiza às custas da vida dos menos favorecidos, mas principalmente à custa do sangue do povo preto, que passou a sofrer todas as mazelas do avanço do extremismo e do fascismo. Jovens, mulheres e mães negras, violadas e violentadas, em maior número. A cor da pele é o divisor para o aumento dobrado da exploração das vidas pretas.

    Morte materna, violência obstétrica, índices de pobreza, falta de moradia digna, filhos mortos por incorretas abordagens, desemprego, menor salário, menor representação nos espaços de poder e decisão, sim todos os dados mostram a opressão e o racismo sobre a mulher negra. A base da pirâmide das opressões que são históricas, que nas medidas se acentuam a cada crise e se exacerba a cada golpe.

    Desigualdades: 64% das pessoas sem emprego no país são pretos ou pardos, diz IBGE. Mais de 60% das pessoas negras já sofreram racismo no ambiente de trabalho (Fonte: Último Segundo - iG ). Também são 64% dos desempregados, 66% das domésticas e 67% dos ambulantes. Hoje no Brasil a desigualdade salarial entre brancos e negros gera prejuízo de R$ 808 bilhões.

    Ensino superior e remuneração, negros com curso superior ganham, em média, 29% a menos que brancos na mesma posição. Para as mulheres, essa diferença é de 27%. Mulher negra graduada no Brasil recebe 43% do salário de homem branco.

    As mulheres negras são as que mais sofrem com a violência policial, casos como de Claudia, arrastada brutalmente pela polícia, ou também com a incerteza de que seus filhos sobreviverão ao alvo “suspeito padrão”, ou ainda a exemplo da ação homofóbica e racista com a morte de Luana Santos, 34 anos, espancada por PMs de São Paulo. Jovens negros de 15 a 29 anos no Brasil são 77% dos homicídios.

    De 2003 a 2013, o assassinato de mulheres negras cresceu 54,2%. Sofremos, com a mortalidade materna onde somos 60% dos casos.

    Dia 20 de novembro, Dia de Zumbi dos Palmares, é sem dúvida para todos nós o dia da luta e da resistência de um povo que merece a reparação histórica, mas antes de mais nada merece ser respeitado na sua diversidade e no seu grande benefício à nação que foi e é o desenvolvimento de nosso país, a contribuição que esse povo deu à nossa cultura.

    Mesmo com potenciais informações desagradáveis da desigualdade, somos resistentes e resilientes, por isso, marchamos e vamos às ruas até o dia em que os índices não sejam mais de desigualdade e sim de pura superação em uma sociedade melhor.

    Dandara resiste dentro de todas aquelas que lutam, que vão à luta pois a revolução será feminina e será preta. Contra o racismo, a violência e o genocídio, vidas negras importam. A União Brasileira de Mulheres reitera a sua combativa luta contra qualquer tipo de opressão contra a mulher, e reforça que contra o racismo eu me indigno.

    Flávia Costa é diretora de Combate ao Racismo da União Brasileira de Mulheres.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Entrevista: Lucia Rincon e o papel das mulheres na Revolução Russa

    Lucia Rincon é Coordenadora Geral da União Brasileira de Mulheres (UBM). No centenário da Revolução Russa, ela fala sobre a importância das mulheres naquele momento histórico de conquista popular.

    Qual o papel desempenhado pelas mulheres na Revolução de Outubro de 1917?

    As mulheres tiveram uma participação importante na Revolução Russa. Elas foram às ruas iniciando aquele movimento com uma participação de protesto exigindo pão para os filhos e filhas e os regresso regresso dos maridos das trincheiras na primeira guerra mundial.

    Qual o legado social para as mulheres deixado pela União Soviética?

    O legado da luta das mulheres na União Soviética é inestimável! No continente europeu, foi na União Soviética o primeiro onde as mulheres conquistaram o direito de voto. Foi também o primeiro a conquistar o direito ao aborto. E não só uma conquista solta, mas a conquista legislada regulamentada onde as mulheres tinham acesso ao aborto legal com uma legislação geral que tinha como princípio reconhecimento de que as mulheres são seres humanos como os homens e, portanto, eram importantes para revolução e consideradas como elementos participantes e construtores da vida social. Importante registrar também que nesse momento, o direito das mulheres se estabeleceu garantindo inclusive o divórcio, a pedido de qualquer um dos cônjuges, então se reconhecia o direito da mulher se apropriar de sua vida, do processo reprodutivo, e de ter uma participação igualitária no seio da sociedade.

    Como você enxerga a relação entre a luta das mulheres e a luta pelo socialismo?

    São indissociáveis a luta das mulheres e a luta pelo socialismo. Isso porque a luta das mulheres, de forma consequente, precisa reconhecer os direitos humanos das mulheres e, o socialismo, é a luta que garante em busca de um estado que reconheça o direito para homens e mulheres em condições de igualdade. A luta pelo socialismo é a luta que significa instituir um governo da maioria, que reconheça os direitos do Povo trabalhador e de todo mundo nessa sociedade, de tal forma que a legislação e as políticas públicas levem em consideração que estão tratando com com seres humanos e construindo, antes de qualquer, condições para as pessoas viverem com dignidade. O socialismo tem como perspectiva a construção da sociedade humana feliz, igualitária, sem exploração do homem pelo homem, sem opressão de um ser humano pelo outro, e é essa a luta das mulheres: a luta para que possamos viver em condições de igualdade, para que não sejamos mais consideradas cidadãs de segunda categoria.

    Em que patamar você identifica que está situada a luta das mulheres na atualidade?

    Para responder a essa questão é preciso entendermos que o estágio de desenvolvimento da conquista de direitos na sociedade capitalista e patriarcal se estabelece diferentemente em cada sociedade. No Brasil, hoje, vivemos um momento de grande retrocesso porque para se conquistar condições de igualdade precisamos ter um processo democrático. Em nosso país, tivemos um grande retrocesso em termos daqueles que estão ocupando o estado usarem o aparato para formulação de leis conservadoras. Seja no executivo, seja no legislativo, hoje, os personagens que ocupam esses espaços são majoritariamente conservadores. portanto. cheio de preconceitos contra as mulheres, contra os homossexuais, contra os transgêneros, contra os negros e as negras, então nós precisamos conquistar no nosso país novos avanços democráticos. Somente numa sociedade democrática poderemos nos organizar e sair do estado de resistência em que estamos para garantir os poucos avanços que tivemos nos últimos 15 anos.

    Da CTB-RJ

  • Fetim-BA promove roda de conversa sobre a violência contra a mulher, nesta sexta (14)

    A roda de conversa A violência contra a mulher e o reflexo no mundo do trabalho, da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos e Mineradores da Bahia (Fetim-BA) promove roda de conversa sobre a violência contra a mulher, nesta sexta (14), acontece nesta sexta-feira (14), às 14 horas, na sede da APLB-Sindicato dos Professores da Bahia (Rua Francisco Ferraro, 45 – Nazaré – Salvador).

    Participam da roda, Natália Gonçalves, presidenta da União Brasileira de Mulheres da Bahia (UBM-BA) e Petilda Vazquez, graduada em História pela Universidade Federal da Bahia e especialista em relações de trabalho, gênero, saúde e assédio moral.

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    Mais de um milhão de mulheres aderem rapidamente a grupo contra Bolsonaro no Facebook

    Para a CTB Bahia, “é muito oportuno essa conversa por causa das eleições que ocorrem em 7 de outubro e as mulheres vêm se posicionando com firmeza contra candidatos que atacam os direitos de igualdade de gênero”, diz Silvana Jesus dos Santos, secretária da Mulher da Fetm-BA.

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    Marilene ressalta ainda o crescimento da violência contra a mulher. De acordo com o Atlas da Violência 2018, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceira com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em dez anos o femincídio cresceu 70,3% na Bahia.

    Em 2006, eram 3,3 mulheres assassinadas a cada 100 mil habitantes e em 2016 esse índice passou para 5,7%. Em números absolutos, foram 243 feminicídios em 2006 e 441 em 2016, uma variação de 81,5%.

    Além do crescimento do feminicídio, Silvana relata que o assédio moral e sexual vem aumentando muito no ambiente de trabalho. "Tanto o homem quanto a mulher sofrem no trabalho com o assédio moral por cuasa da crise e constante ameaça de desemprego, mas as mulhers são as mais perseguidas e ainda sofrem o assédio sexual".

    “A luta das mulheres pela cultura da paz se faz presente todos os dias em todas as ações”, reforça Marilene Betros, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Bahia e de Políticas Educacionais da CTB nacional. Para mudar essa história, “precisamos de mais mulheres na política e com poder de decisão no setor público e privado”.

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    Silvana lembra que cresce no movimento feminista a repulsa à candidatura do representante da extrema-direita Jair Bolsonaro, do PSL, que ataca os direitos de igualdade de gênero.

    “Não vamos sossegar um minuto sequer para barrar esse candidato nas urnas e tirá-lo do segundo turno”, acentua . “Precisamos eleger pessoas comprometidas com o desenvolvimento nacional soberano e com a luta das mulheres por igualdade de direitos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Gritos de “Fora golpista” abafam a voz do ministro da Saúde na Conferência de Saúde das Mulheres

    Uma sonora vaia e gritos de golpista ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, marcaram a abertura da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres. Ricardo Barros, falou mas sua voz não foi ouvida. Durante toda sua intervenção as delegadas ficaram de costas e gritaram palavras de ordem de “fora golpista” e “fora Temer”. 

    A Conferência começou na noite desta quinta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O evento, que se estende até o dia 20, reúne quase 2 mil delegadas e delegados de todo o Brasil.

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    Mulheres de Luta: participantes da conferência vaiam ministro da Saúde na abertura 

    Tendo como tema central a “Saúde das Mulheres: desafios para a integralidade com equidade”, a maioria dos convidados da abertura do evento, sendo representantes dos movimentos sociais, de luta pela saúde pública e universal e em defesa do SUS, trouxe à tona o debate sobre a democracia brasileira, aviltada pelo golpe e que trouxe como consequência o congelamento por 20 anos dos investimentos públicos, que atingem diretamente a saúde do povo brasileiro.

    Segundo a Secretária de Saúde da CTB, Elgiane Lago, esse é um momento para se refletir sobre o momento que vive o país, onde o governo, descomprometido com o bem-estar do seu povo, ataca um dos principais direitos básicos dos homens e mulheres brasileiras, que é o acesso à saúde. “Estamos aqui para defender a saúde pública e nos manifestar contra a privatização do SUS e o congelamento dos recursos públicos para a saúde e educação, expressos na emenda constitucional 95/2016”, anunciou Elgiane.

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    Ricardo Barros não consegue disfarçar constrangimento

    A vice-presidenta da CTB-RS, Silvana Conti, afirmou que a CTB está em Brasília com uma expressiva delegação para defender as políticas públicas que foram conquistadas com muita luta pelo povo brasileiro e, em especial, pelas mulheres que são a maioria da população. “É inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que nos mobilizar por direitos civilizacionais básicos de qualquer sociedade desenvolvida e que o golpista Temer retira e recoloca o país no atraso diante da humanidade”, garante a cetebista.

    Vanja Santos, presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), afirmou que a entidade está empenhada na luta pela saúde integral das mulheres e, por isso, participaram de todas as etapas de base que proporcionou a eleição de dezenas de delegadas ligadas à entidade.

    Mulheres rechaçam demagogia de ministro. Assista! 

    “As representantes da UBM que aqui estão, são mulheres preparadas para fazer o debate, compreendendo que só é possível retomarmos as políticas públicas, se derrotarmos o golpe que está retirando os direitos das mulheres. Por isso, nosso papel aqui é denunciar o golpe e lutar por nenhum direito a menos”, conclui Vanja.

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    Para dar visibilidade às questões da saúde e da vida, mulheres caminham em Brasília nesta quinta

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    De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

  • Laís Gouveia, jornalista do Portal Vermelho, é agredida por fascista em São Paulo

    “Estava com uma amiga no bar, isso mesmo, duas mulheres sozinhas em um bar numa quinta-feira à noite. Estava tudo divino maravilhoso quando fomos abordadas por um senhor com cara de bonachão, alto, que questionou se éramos socialistas. Olhei com uma cara de ‘oi??’ e continuei a conversa com minha amiga”, a repórter do Portal Vermelho, Laís Gouveia descreve assim a cena na qual sofreu agressão em um bar em São Paulo.

    De acordo com a jornalista, não satisfeito o agressor começou a falar “vai pra Cuba”, quando ela começou a tentar explicar o quanto ele estava sendo inconveniente se metendo na conversa de duas pessoas estranhas.

    “Nesse momento ele deu um safanão em meu braço e eu comecei a gravar a cena. Aí ele me deu um soco no braço e jogou meu celular no lixo”, conta Gouveia. Ela explica ainda que não pode fazer um boletim de ocorrência porque não sabe o nome do agressor, por isso é importantíssimo a divulgação da foto dele (abaixo) para que alguém ajude na identificação e essa violência não fique impune.

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    De acordo com ela, os funcionários do bar convidaram ela e amiga para entrar, protegendo-as do perigo. “Eu só pensava em chegar viva em casa”, diz. “Como feminista, comunista e jornalista eu não poderia ficar sem tomar uma atitude”.

    No dia seguinte, diz a jornalista, “fui a uma Delegacia da Mulher fazer um boletim de ocorrência, acompanhada da militante feminista da União Brasileira de Mulheres da cidade de São Paulo, Cláudia Silva, que me deu todo apoio”.
    Infelizmente, relata, “o BO não pôde ser feito porque eu não sei o nome do agressor” e ninguém no bar soube ajudar na identificação”. Mas Gouveia diz que vai até o fim com essa denúncia.

    “Faço isso porque eu não aguento mais viver numa sociedade que expõe a mulher como lixo dessa forma. Faço isso porque eu perdi uma colega estuprada até a morte nos últimos dias e também porque eu tenho direito de ser o que que eu quiser, inclusive socialista”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres negras marcham contra a cultura do estupro e em defesa da paz e da justiça

    A marcha das mulheres nesta segunda-feira (25) – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha – levou para as ruas da cidade de São Paulo, cerca de 5 mil pessoas para protestar contra o golpe machista e racista e em defesa da democracia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada pela secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, que atacou as políticas propaladas pelo governo golpista que visa acabar com os direitos trabalhistas.

    “Não vamos aceitar a retirada de nenhum direito”, disse. “As mulheres negras são as mais discriminadas pelo mercado de trabalho. São as últimas a conseguirem um emprego e as primeiras a serem demitidas, por isso estaremos nas ruas o tempo que for necessário para defender nossas conquistas”.

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    Com a bandeira da CTB, Gicélia Bitencourt e Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Imprensa e Comunicação da CTB

    Enquanto a marcha saia da Praça Roosevelt e caminhava para o Largo do Paissandú, as pessoas paravam para olhar as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas cantando e dançando a alegria de serem mulheres “belas, nada recatadas e muito menos do lar”.

    A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau defendeu a utilização permanente dos espaços públicos como forma de aglutinar forças para defender a democracia e combater a violência contra as mulheres.

    Discurso de Gicélia Bitencourt no ato

     

    “As mulheres negras estão gritando nas ruas que basta de violência. E esse grito ecoa em todos os cantos, porque não se tolera mais tanta mulher agredida, espancada e morta pelo simples fato de serem mulheres”.

    Bitencourt complementa ao afirmar que as mulheres da periferia não aceitam mais também o assassinato de seus filhos e filhas. “Nós lutamos por um país onde possamos viver o nosso sonho de igualdade e justiça com respeito às nossas vontades e à diversidade”, reforçou.

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    Acontece hoje: mulheres negras e latino-americanas marcham por igualdade e democracia

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    A marcha lotou as ruas da maior metrópole do país

    Os gritos de “Fora Temer” e o canto por justiça chamava a atenção dos transeuntes. Maria das Neves, coordenadora a União Brasileira de Mulheres em São Paulo, disse que “hoje mostramos mais uma vez que não aceitamos mais o papel de meras coadjuvantes, somos protagonistas e iremos até o fim por nossos direitos”.

    "Nenhuma mulher merece ser maltratada. “A nossa luta é contra a cultura do estupro, as discriminações, mas principalmente pelo bem viver em paz e em segurança”, finalizou Bitencourt.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Presidenta da UBM visita a CTB em busca de maior aproximação com as mulheres trabalhadoras

    Vanja Santos, a presidenta recém-eleita da União Brasileira de Mulheres (UBM), fez uma visita de cortesia para conhecer a nova sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nesta segunda-feira (27), em São Paulo.

    “Estou viajando o país para articular com o movimento feminista o fortalecimento da resistência à ofensiva contra as conquistas das mulheres nos últimos anos”, diz Santos. Ela reconhece que a CTB vem se destacando na defesa da igualdade de gênero.

    “O movimento emancipacionista reconhece a atuação da CTB na luta das mulheres por igualdade”, afirma. Além do mais, a central “tem sido uma grande parceira da UBM, nos aproximando ainda mais das mulheres trabalhadoras”.

    Santos conversou com o Portal CTB também sobre os retrocessos nas questões de gênero no mundo inteiro. “Trump (Donald, presidente dos Estados Unidos) abomina os direitos humanos e a igualdade de direitos em todos os setores. Isso se reflete na América Latina com crescimento da violência contra as mulheres e a população negra e pobre”.

    A ativista feminista ataca inclusive o papel de naturalização da violência promovido pela mídia comercial. “A mídia notícia as agressões, os crimes, mas o faz de uma maneira superficial. Tentam justificar a violência contra as mulheres como algo natural porque nos apresentam como objetos do desejo do homem e imputam razões passionais para os feminicídios".

    Lembrando que o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres, o primeiro contra a população LGBT e o genocídio da juventude negra, pobre e da periferia cresce ano a ano. “A mídia e os governantes são como um espelho para a população que acabam achando muito natural agredir ou matar mulheres, pobres e todos os que se assemelham ao feminino”, acentua.

    Por isso, conclui Santos, “lutamos para termos mais mulheres em todos os ambientes. Seja nos legislativos, nos executivos, no mundo do trabalho e no movimento sindical. Queremos mais presença em cargos com poder de decisão”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Silvana Conti: Golpe contra presidenta Dilma é parte de um projeto misógino

  • UBM completa 30 anos com atividade no Cedim, no Rio de Janeiro

    A União Brasileira de Mulheres (UBM), entidade irmã na luta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), comemorou, nesta sexta-feira (17), seus 30 anos de existência na sede do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro (Cedim-RJ). O local escolhido para comemoração é simbólico, uma vez que a UBM atualmente preside o conselho, sendo a primeira entidade do movimento social a conseguir tal êxito.

    Cerca de 200 pessoas, a ampla maioria mulheres, compareceram para prestigiar a entidade por suas três décadas de luta em defesa da emancipação das mulheres. Parlamentares de municípios como Natividade, Itatiaia e Resende, lideranças municipais e regionais, representantes de movimentos sociais, marcaram presença no evento que reuniu 12 municípios do Rio de Janeiro.

    “A UBM é um patrimônio das mulheres brasileiras. Uma entidade que defende a democracia, a emancipação das mulheres, o desenvolvimento, a igualdade de salários e oportunidades e combate o machismo diariamente”, afirmou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    A Coordenadora Geral da UBM, Helena Piragibe, valorizou o histórico da entidade, que hoje enfrenta todo retrocesso que o golpe trouxe para o nosso país:

    “O Rio de Janeiro está, hoje, realizando um evento comemorativo pela passagem das 30 anos da União Brasileira de Mulheres (UBM), que nasceu com a união das correntes emancipacionista na luta pela democracia e na luta pela emancipação das mulheres contra toda opressão. Essa entidade, hoje, mantém um papel muito importante na sociedade. Um papel de resistência a esse desmonte que acontece em nosso país com a destruição de todas as políticas públicas conquistadas ao longo das duas últimas décadas.”

    As comemorações seguem pela tarde, com uma animada roda de samba para comemorar a trajetória dessa entidade tão importante para os movimentos sociais.

    Também prestigiou a comemoração, Vanja Santos, presidenta da UBM nacional. "É um privilégio estar com as companheiras do Rio de Janeiro para festejar os 30 anos da UBM", diz Vanja. "A luta das mulheres por respeito e vida digna está mais do que nunca na ordem do dia. Muito importante estarmos todas juntas contra a violência e por mais mulheres na política, para atingirmos o país dos nossos sonhos", conclui.

    Fonte: CTB-RJ

  • União Brasileira de Mulheres e Levante Popular da Juventude: “A democracia resiste em nós”

    Em carta endereçada à presidenta Dilma Rousseff, a União Brasileira de Mulheres (UBM) garante continuar nas ruas e nas redes denunciando o golpe de Estado contra a primeira mulher eleita pelo voto popular, direto e universal para a Presidência da República.

    “Essa luta, presidenta, maior que nossas vidas, maior do que a nossa existência, foi e é muito bem representada pela senhora. A vida quer é coragem, presidenta. A senhora mostrou, mais uma vez, que isso não lhe falta”, diz texto da carta.

    Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, “é essencial neste momento estar solidária com a presidenta, vítima de um golpe sujo. Lutar sempre é a nossa nova palavra de ordem. Vamos derrotar os golpistas com a força do povo”.

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    "A democracia resiste em nós"

    O movimento Levante Popular da Juventude divulga um vídeo onde utiliza de fundo a música "Carmina Burana", de Carl Orff, cantando "Fora Temer". O vídeo apresenta inúmeras manifestações populares contra o golpe à jovem democracia brasileira.

    Os jovens dizem que "nos unimos para denuncair e barrar o golpe, mas a força dos países imperialistas, a grande mídia e a burguesia financiaram uma tomada de poder no Brasil. O golpe está consumado por um Congresso que não representa o povo e nosso voto não vale mais nada. Mas nossa luta não foi à toa. A história comprovará que a democracia no Brasil foi golpeada. Se lutamos até agora, lutaremos mais ainda com ousadia e rebeldia. A democracia resiste em nós".

    Assista o vídeo 

    Portal CTB

    Leia a íntegra da nota:

    Carta à presidenta Dilma Rousseff:

    Querida presidenta,

    Nós, mulheres da UBM, queremos que a senhora se sinta abraçada neste momento. Sinta como se cada uma de nós estivesse abrindo os braços em sua direção e mandando todo o carinho e sororidade que a senhora merece.

    Porém, esse abraço não é de consolo, não é de derrota, não é de tristeza. Nosso abraço é de respeito, força e reconhecimento por toda a sua luta. A nossa luta. A luta por um Brasil mais justo, menos desigual e mais honesto.

    Essa luta, presidenta, maior que nossas vidas, maior do que a nossa existência, foi e é muito bem representada pela senhora. A vida quer é coragem, presidenta. A senhora mostrou, mais uma vez, que isso não lhe falta. A senhora resistiu à tortura, à prisão, a um governo ditatorial. A senhora resistiu ao câncer. A senhora resistiu aos golpistas mais uma vez. No ano de 2016, a situação se repete. Este é um capítulo lamentável de nosso País. Mas a senhora foi firme. Não abriu mão de mostrar, mais uma vez, a força que a senhora tem. A força que a mulher tem.

    A História, presidenta, essa é implacável. Os golpistas conseguiram o que eles queriam hoje. Mas a História vai mostrar o lado certo. A História vai mostrar que a senhora e nós estivemos e sempre estaremos do lado da democracia. Os arquitetos do impeachment de hoje serão tratados como o que são: golpistas. E a senhora será mostrada como o que é: uma guerreira, uma fortaleza.

    A quantos golpes uma mulher é submetida por dia, não é mesmo? A senhora sofreu mais um. Os conservadores não aguentaram ver uma mulher na Presidência. Eles não suportam nos ver em situações de destaque. Para eles, só devemos ser enfeites, só devemos ser servas, só devemos ser belas, recatadas e do lar. Quando uma mulher se torna presidente por maioria de votos, isso já incomoda os machistas conservadores. Quando essa mulher é forte e firme como a senhora, isso incomoda mais ainda. Eles não estão acostumados a ouvir ordens de mulheres. Não estão acostumados a nos respeitar.

    Nós, mulheres da UBM, estamos ao lado da senhora neste momento. Pois o seu lado é o lado da democracia, é o lado da justiça e o lado do respeito à luta de muitas outras mulheres. A nossa luta, querida presidenta, não acaba hoje. Seguiremos denunciando o caráter machista, fascista, racista e misógino deste governo golpista. Estaremos nas ruas. Esperamos encontrar a senhora nelas. Aí sim, poderemos dar esse abraço pessoalmente.

    A luta continua! Machistas e golpistas: não passarão! Força, querida.

    União Brasileira de Mulheres